Tarcísio deu aval: Detran-SP altera exigência nas CNHs A e B

Ilustração CNH/Tarcísio de Freitas (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN/Agência Brasil/@ Fabio Rodrigues Pozzebom)
CNH sem autoescola em SP? Veja como funciona o novo sistema que promete reduzir custos em até 80%
E, com o aval do governador Tarcísio de Freitas, a desburocratização de serviços públicos e redução de custos operacionais para os cidadãos passou por reformas profundas nos órgãos de trânsito paulistas.
Isso porque a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), historicamente associada a altos investimentos financeiros e trâmites lentos, recebeu uma nova reestruturação regulatória liderada pelo governo estadual em alinhamento com as diretrizes federais.
A medida visa democratizar a emissão do documento em São Paulo, estabelecendo novos critérios de autonomia para os condutores do estado e simplificando drasticamente as etapas exigidas dos candidatos.
Entenda mais como funciona
De acordo com as informações oficiais, o Detran-SP derrubou a exigência de intermediação obrigatória das autoescolas para o agendamento de exames das categorias A e B, permitindo que o candidato marque a prova prática diretamente no sistema do órgão de forma 100% digital.
A medida faz parte da implementação do programa CNH do Brasil, uma cooperação entre o governo federal e o governo estadual impulsionada por cobranças da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), vinculada ao Ministério dos Transportes.
Na prática, a reforma acaba com o monopólio das autoescolas nos agendamentos, reduz as aulas obrigatórias e abre a possibilidade de o aluno realizar o teste com veículo próprio regularizado.

Além disso, o formato pago deixa de ser uma exigência em modalidades específicas, viabilizando que o cidadão estude o conteúdo de forma independente.
O tempo mínimo exigido para os treinamentos teóricos e práticos foi encurtado, agilizando o calendário de conclusão para a primeira habilitação.
Candidatos integrados aos programas de baixa renda ganham o direito de refazer os exames teórico e prático sem custos adicionais de taxas administrativas, eliminando um dos fatores de maior encarecimento do processo.
Antex x depois:
- Intermediação das autoescolas: No modelo antigo, a contratação de CFC era obrigatória para todas as etapas e agendamentos. Agora, o processo é opcional, permitindo o agendamento direto pelo cidadão no Detran;
- Custo da primeira habilitação: O valor médio total flutuava entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil devido a taxas e pacotes fechados. Com a preparação independente, o custo mínimo projetado pode recuar para a faixa de R$ 700;
- Veículo para o exame prático: Antes, o aluno era obrigado a utilizar estritamente a frota da autoescola contratada. O novo sistema abre a possibilidade de uso de veículo próprio, desde que esteja devidamente regularizado;
- Formato das aulas teóricas: O candidato ficava restrito às aulas presenciais ou remotas pagas em CFCs homologados. O novo arranjo valida modelos de estudo independente e aplicação de carga horária reduzida.

Como as novas regras da CNH afetam o motorista na prática?
A substituição do modelo tradicional de emissão de carteiras obedece a critérios logísticos e financeiros desenhados para proteger o orçamento do cidadão.
O custo médio para a obtenção da CNH no Brasil flutuava entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil, majoritariamente inflacionado por taxas administrativas e aulas compulsórias.
Com o novo arranjo normativo, a projeção governamental indica que o custo mínimo da primeira habilitação pode recuar para a faixa de R$ 700 em casos específicos de preparação independente, representando uma redução potencial de até 80% nos gastos totais, conforme destacamos acima.
Como se fazer valer das novas regras da CNH?
Para usufruir da prerrogativa de realizar o exame prático fora da frota da autoescola, o candidato deve apresentar um veículo estritamente enquadrado nas exigências de segurança estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), devidamente regularizado, licenciado e com os equipamentos obrigatórios em pleno funcionamento.
Embora a medida já possua validade jurídica, as plataformas digitais passaram por um cronograma de adaptação sistêmica para mitigar inconsistências tecnológicas e evitar quedas no sistema. O acesso a todas as modalidades de agendamento independente está liberado de forma integrada.
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