Lata Velha: 5 carros famosos reformados por Huck que acabaram abandonados em estado deplorável

Veja como alguns carros que foram reformados pelo Lata Velha ficaram completamente destruídos ao longo do tempo (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Globo/Lennita)
Rachaduras estruturais, falhas mecânicas e leilões: Veja o destino surpreendente de veículos icônicos modificados no Caldeirão que sumiram dos holofotes
O Lata Velha era um dos quadros de maior apelo popular da televisão brasileira no programa Caldeirão do Huck, na Globo, e marcou época ao transformar veículos em estado crítico em atrações reluzentes.
No entanto, o destino surpreendente de alguns desses modelos revela um desfecho bem distante do que era exibido no programa dos sábados à tarde.
Rachaduras estruturais, falhas mecânicas graves, acidentes e o abandono em garagens e terrenos abertos foram os seus reais desfechos.
De acordo com o portal UOL, o desgaste do tempo e os desafios do uso cotidiano superaram a tinta e a funilaria da produção; Veja abaixo os casos mais chocantes.
1. Fiat 147 – Seis Rodas:
Desenvolvido para a empregada doméstica Mara Rúbia, o projeto figura como um dos mais ousados da história do programa.
A equipe de reforma alongou o entre-eixos do Fiat 147 para criar um estilo “trucado”, incorporando itens de conforto como frigobar, aparelho de DVD e videogame.
No entanto, o processo de engenharia utilizado para unificar dois chassis apresentou falhas estruturais com o passar do tempo.

O excesso de massa plástica aplicado na junção das estruturas cedeu, gerando rachaduras profundas e infiltrações no teto.
Sem recursos financeiros para custear o complexo reparo, a proprietária deixou de circular com o automóvel, que permaneceu estacionado na garagem de um condomínio localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
2. Chevrolet C10 vs. Peso:
A trajetória de Chester Ricardo foi exibida nacionalmente no ano de 2012.
Após passar por um período de reabilitação social, ele utilizava uma caminhonete Chevrolet C10, ano 1967, para o recolhimento e sustento de seu ferro-velho.
Logo, o programa realizou a restauração completa do utilitário.
No entanto, apenas um ano após a entrega, o veículo sofreu um acidente.
Chester investiu meses de economias para realizar os reparos necessários, porém, cinco dias após retirar a caminhonete da oficina, uma falha no sistema de freios durante uma descida provocou uma nova colisão.

O custo financeiro para indenizar os terceiros envolvidos inviabilizou o conserto da C10, que foi vista recentemente desprovida da parte frontal em um terreno aberto.
3. Ford Belina – Carro do ovo:
Em 2006, o vendedor de ovos Toninho, morador de Natal (RN), ganhou notoriedade ao ter sua Ford Belina reformada e receber uma identidade temática ancorada no funk do “carro do ovo”.
Diferente de projetos que pararam por falhas mecânicas imediatas, a Belina seguiu em operação contínua.
Seu Toninho utilizou o automóvel diariamente por mais de 16 anos como instrumento de trabalho.

Porém, o desgaste acumulado na lataria decorre da combinação entre o uso profissional ininterrupto e a exposição à maresia potiguar, fatores que superaram a durabilidade do verniz aplicado pela produção na época.
4. Volkswagen Logus – O “Pedreiromóvel”:
Apresentado em 2010, o Logus, ano 1996, de Seu Luizinho, tornou-se marcante pela estilização temática: maçanetas em formato de colheres de pedreiro, alavanca de câmbio feita com uma marreta e pintura externa simulando tijolos expostos.
Inclusive, o proprietário destacou que o visual exótico auxiliou na atração de clientes para seus serviços de construção civil.
Mas, com a melhoria de sua condição financeira, Seu Luizinho adquiriu veículos mais modernos e repassou o Logus ao seu filho.

Diante da escassez de peças de reposição para a mecânica do modelo 1996, o carro acabou parado em frente a uma oficina no município de Macaé (RJ).
Mas, vale destacar que um grupo de entusiastas iniciou uma mobilização para tentar restaurar o funcionamento do motor – Conforme podem ver por aqui*.
5. Kombi – Tatuador Javier
No ano de 2008, o tatuador uruguaio Javier teve sua Kombi transformada em um estúdio móvel de tatuagem, equipado com maca e espaço para higienização. Por motivos pessoais, Javier vendeu o utilitário para retornar ao Uruguai.
Anos mais tarde, a terapeuta Sarah Zaad adquiriu a Kombi com o intuito de estruturar um spa itinerante.

Na ocasião da compra, a nova proprietária relatou que a estrutura interna estava destruída, sem os equipamentos instalados na reforma do programa e sem o forro original.
O paradeiro atual do veículo não possui registros públicos atualizados.
Qual é a trajetória de Luciano Huck na Globo?
O apresentador Luciano Huck construiu uma sólida trajetória de 25 anos de atuação na TV Globo, completados no ano de 2025:
- 2000: Luciano Huck migrou da Band para a TV Globo em abril de 2000, estreando o Caldeirão do Huck no dia 8 daquele mesmo mês, ocupando as tardes de sábado com atrações focadas em entretenimento e assistência social;
- 2000–2021: Ao longo de mais de duas décadas, o apresentador consolidou o Caldeirão com quadros de grande audiência, dividindo o protagonismo do Lata Velha com atrações como o Quem Quer Ser um Milionário? e o Lar Doce Lar;
- 2021–Presente: Em setembro de 2021, Huck assumiu o comando do Domingão com Huck no horário nobre de domingo, sucedendo a Fausto Silva e incorporando quadros consolidados, como o Lata Velha, à nova programação.
O quadro Lata Velha ainda existe?
Sim, o quadro “Lata Velha” ainda existe e é exibido no programa Domingão com Huck, na TV Globo.
A atração, que completou mais de duas décadas, continua reformando carros antigos de telespectadores, mas mudou seu estilo:
- Hoje em dia, os veículos recebem restaurações mais clássicas e fiéis ao modelo original, deixando de lado as modificações radicais e exageradas do passado.
Mas, para mais histórias e curiosidades de famosos, clique aqui*.
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