Fim as notas de R$2 a R$100: Banco Central decreta o adeus dessas cédulas clássicas após 3 décadas

Em julho de 2024, uma medida do Banco Central determinou a retirada gradual de circulação das cédulas da primeira família do Real

18/12/2025 às 16:30 · Tempo de leitura: 5 minutos

Banco Central e notas de Real (Fotos: Reproduções / Globo / G1)

Banco Central determina a retirada gradual de circulação das cédulas da primeira família do Real

Em julho de 2024, uma medida do Banco Central, publicada no Diário Oficial da União, determinou a retirada gradual de circulação das cédulas da primeira família do Real, lançadas em 1994, no início do Plano Real.

A instrução oficializa o início do “adeus” às notas clássicas que circularam por cerca de 30 anos no Brasil. A medida faz parte de um processo de modernização do dinheiro em circulação no país.

Quais notas são retiradas?

A decisão atinge as cédulas de R$1, R$2, R$5, R$10, R$20, R$50 e R$ 100 da primeira família do Real. Essas notas são maiores e mais antigas.

Na maioria dos casos, essas notas de Real também apresentam sinais visíveis de desgate.

De acordo com o Banco Central, o principal motivo da retirada é o estado físico comprometido dessas cédulas, que dificulta:

  • A leitura por máquinas
  • A conferência manual
  • A verificação dos elementos de segurança

“Considerando o tempo de vida útil destas cédulas, é de se supor que suas condições físicas não estejam adequadas à circulação”, justificou o Banco Central.

Ilustração cédulas primeira família do Real (Foto: Reprodução / G1)

As notas antigas perdem o valor?

No entanto, mesmo com o processo de retirada, as cédulas antigas continuam válidas.

Desse modo, em 2025, os brasileiros ainda poderão usar essas notas normalmente. O que muda é que, ao retornarem ao sistema bancário, elas não voltam mais para circulação.

Ou seja: se você pagar uma conta ou fizer um depósito com uma nota antiga, o banco irá retirá-la automaticamente de circulação.

Como funciona o recolhimento?

O processo ocorre de forma passiva e gradual. Não existem campanhas de troca em massa e nem necessidade de correr aos bancos.

Instituições financeiras recebem essas cédulas, separam e enviam Banco Central. Em seguida, as notas passam por destruição segura e são substituídas por cédulas da segunda família do Real.

As cédulas da segunda família do Real são mais modernas, menores e com tecnologias de segurança aprimoradas.

Transição já acontece há anos

No entanto, esse processo não é novidade. Desde 2010, o Brasil vem substituindo, aos poucos, as notas da primeira família pelas da segunda família do Real.

De acordo com o Banco Central, em 2024, as cédulas antigas representavam apenas cerca de 3% de todo o dinheiro em circulação no país.

Embora estejam desaparecendo do dia a dia, as notas antigas despertam cada vez mais o interesse de colecionados.

Algumas cédulas, especialmente a nota de R$ 1, já alcançam valores elevados no mercado, especialmente quando estão em ótimo estado de conservação.

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