A Revolução que não Revolucionou

11/06/2011 às 10:59
Tempo de leitura: 2 minutos



 

Amor e Revolução” surgiu como algo que faria jus ao próprio nome: revolucionar a televisão brasileira no jeito de fazer novelas. A nova trama do SBT trataria do período da ditadura militar ocorrido entre 1964 e 1985 no Brasil. Com um tema inteligente e criativo, o autor da trama, Tiago Santiago, munido de carta branca, oferecida por Silvio Santos, implantaria seu projeto antigo na emissora onde, sem sombra de dúvidas, “seria sucesso”.

Longas e intermináveis chamadas da novela foram feitas nos comerciais da emissora para atrair o público para a faixa das 22hs, focalizando cenas de tortura que seria o ponto forte. Houve até aquela velha e conhecida “estratégia” do Silvio Santos: “Logo depois da novela da Globo assista Amor e Revolução”, até em revistas a propaganda estava lá.

 

 

O que o público não esperava, porém, era que o grande projeto do Tiago Santiago fosse se resumir em algo tão ruim. A idéia foi interessante e inteligente, contudo não souberam concretizar o tal projeto. A começar por péssimos atores e atrizes, o diretor Reynaldo Boury não pode “carregar a novela nas costas”, o texto então sofrível fez com que tudo desandasse. A novela estreou com 7 pontos, e nesse momento fecha regularmente com 4, geralmente em 4° lugar.

Mesmo com baixos índices, o autor, com a idéia de “revolucionar”, levou ao ar o primeiro beijo gay da televisão brasileira, beijo esse que rendeu magros 6 pontos. Ao que parece as “revoluções” do Tiago até o momento não revolucionaram não, hein. Não acredito que a trama tenha ainda fôlego para recuperação, já que o SBT não tem um autor de bom punho para substituir o “revolucionário” TS.

Colunista Wagner Mendes – TV Foco

 

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