Uma triste notícia deixou a classe jornalística em luto logo no início do mês de julho
Grande jornalista brasileiro tem morte confirmada. A notícia devastadora chegou no início do mês de julho e deixou a área da comunicação em luto.
Estamos falando de Ebrahim Ramadan. O jornalista faleceu na última quarta-feira (1º/7), aos 91 anos, em São Paulo. A causa da morte não foi divulgada de acordo com informações do portal dos jornalistas.
Ele foi por quase 20 anos editor do Notícias Populares (NP), publicação que fez sucesso e rodou São Paulo por 38 anos.
O jornal estampava em suas capas manchetes chocantes e sensacionalistas, com nudez, teorias da conspiração e eventos sobrenaturais. Ebrahim Ramadan foi crucial para recuperar o Notícias Populares em uma época de baixa.
QUAL A TRAJETÓRIA DO JORNALISTA?
Em sua trajetória como jornalista, ele atuou na Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil e Folha da Tarde, escrevendo crônicas sob o pseudônimo Luiz Lima (nome fictício adotado por um autor para assinar suas obras e ocultar sua identidade verdadeira).
Em 1972, Octávio Frias de Oliveira, então chefe do Grupo Folha, contratou Ramadan para assumir o Notícias Populares, que enfrentava queda de vendas.
Em poucos meses, Ebrahim Ramadan conseguiu tirar a publicação do prejuízo, reestruturou a linha editorial da publicação e ampliou o alcance do jornal.
Suas mudanças fizeram com que os exemplares saíssem de 30 mil para 100 mil exemplares vendidos diariamente.
O jornalista também foi responsável por mudanças importantes no conteúdo da publicação, criando colunas de apelo popular, como a de Chico Xavier, e trazendo vozes diversas à publicação.
Para isso, incluiu textos de figuras como Lula, Zé Bétio e Dom Paulo Evaristo Arns. Também orientou a cobertura de temas pouco aproveitados pela imprensa brasileira na época, como aposentadoria e poupança.

DEIXOU LEGADOO?
Nascido em Cedral, interior de São Paulo, Ramadan formou-se pela FESPSP em 1971 e lecionou jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Eele também publicou livros de poesia e atuou como referência para colegas que destacam seu humanismo e didática no ofício.
Para colegas, o trabalho de Ramadan economizava o jargão e tornava o jornalismo popular e de baixo custo ao leitor.
Ele era visto como alguém que incentivava a diversidade de temas, incluindo espaços associados à comunidade LGBTQIA+. A gestão no Notícias Populares moldou a identidade do periódico por décadas.
O falecimento foi em São Paulo, onde também ocorreu o velório e o sepultamento, realizado no Cemitério da Vila Mariana. Deixou a esposa Yolanda Minin Ramadan e dois filhos, Páris e Nancy.

QUAL OUTRO JORNALISTA FALECEU RECENTEMENTE?
Recentemente, o jornalismo mineiro recebeu uma notícia que provocou forte comoção entre profissionais da imprensa, leitores e pessoas atreladas ao meio político.
A morte do jornalista Baptista José Patrus Chagas de Almeida, conhecido como Baptista Chagas, foi confirmada por familiares, dia 17 de junho, em Belo Horizonte e divulgada por Jornal da Globo.
Aos 62 anos, ele deixou uma carreira de sucesso ao longo de décadas na cobertura política de Minas Gerais e de Brasília.
Conhecido por sua análise precisa dos bastidores do poder, Baptista se tornou uma referência para quem acompanhava os acontecimentos políticos do estado.
Baptista construiu seu nome dentro de uma das áreas mais desafiadoras do jornalismo: a cobertura política. Portanto, esse segmento exige conhecimento sobre governos, parlamentos, eleições e decisões que afetam diretamente a vida da população.

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