Unha encravada pode surgir por quais motivos e qual erro comum ao cortar as unhas pode piorar o problema? Descubra
A unha encravada é um problema muito comum, mas muita gente ainda acredita que ela surge apenas por falta de cuidado. Na prática, isso não é verdade. Em muitos casos, o incômodo aparece por uma combinação de fatores que passam despercebidos no dia a dia.
Dor, vermelhidão, inchaço e até a saída de secreção costumam ser os primeiros sinais de que a borda da unha começou a crescer para dentro da pele. Quando isso acontece, o organismo reage com uma inflamação que pode piorar rapidamente se a pessoa insistir em cortar o local da maneira errada ou tentar retirar o pedaço da unha sozinha.
Especialistas alertam que identificar a verdadeira causa do problema faz toda a diferença, porque tratar apenas a inflamação não impede que o encravamento volte a acontecer. Em muitos pacientes, as crises se repetem justamente porque a origem do problema nunca foi corrigida. Esse quadro, conhecido pelos médicos como onicocriptose, pode atingir qualquer dedo, mas aparece com muito mais frequência no dedão do pé.

Segundo a dermatologista especialista em doenças das unhas, Dra. Adriana Matter, existem três causas que aparecem com mais frequência entre os pacientes. A primeira envolve o corte incorreto da unha, considerado o erro mais comum. A segunda está relacionada aos traumas e ao uso constante de calçados apertados, enquanto a terceira tem ligação com fatores genéticos e características naturais do formato da unha. A médica destaca que muitas pessoas concentram toda a atenção na inflamação, mas deixam de investigar por que o problema começou.
Esse comportamento favorece novas crises e pode prolongar o desconforto durante meses. Por isso, entender a origem do encravamento permite escolher o tratamento mais adequado e adotar medidas que realmente reduzem as chances de o problema voltar. Esse alerta foi compartilhado pela especialista em um conteúdo publicado em suas redes sociais e reforça orientações que também aparecem em materiais de instituições de saúde e sociedades médicas.
A principal causa apontada pela especialista é o corte incorreto da unha. Muitas pessoas têm o hábito de arredondar os cantos ou retirar as extremidades para deixar um acabamento mais bonito. Outras preferem cortar muito curto, acreditando que isso fará o crescimento demorar mais.
O resultado costuma ser justamente o contrário. Sem as laterais para orientar o crescimento, a unha pode avançar em direção à pele e provocar dor conforme cresce. O recomendado pelos especialistas é fazer um corte reto, preservando os cantos e evitando retirar partes que ainda protegem a ponta do dedo.

Outra causa bastante frequente envolve traumas repetitivos e o uso de calçados apertados. Sapatos de bico fino, modelos muito justos ou tênis que comprimem os dedos aumentam a pressão sobre a região. Quem pratica corrida, futebol ou outras atividades físicas também pode sofrer pequenos impactos constantes que alteram o crescimento da unha.
Mesmo uma pancada direta no dedo pode mudar temporariamente a forma como ela cresce, aumentando o risco de encravamento. Escolher calçados com espaço suficiente para os dedos ajuda a reduzir essa pressão e contribui para a prevenção.
A terceira causa citada pela dermatologista é a genética. Algumas pessoas já nascem com uma curvatura mais acentuada ou com um formato natural que favorece o crescimento lateral. Nesses casos, mesmo adotando bons hábitos, existe uma predisposição maior para desenvolver o problema.
Isso explica por que membros da mesma família podem apresentar episódios semelhantes ao longo da vida. Quando essa tendência existe, o acompanhamento com um dermatologista ou podólogo pode ajudar a definir a melhor forma de cortar e acompanhar o crescimento.

Um erro muito comum acontece quando a pessoa tenta resolver tudo em casa. Ao sentir dor, muita gente corta ainda mais os cantos ou utiliza objetos pontiagudos para retirar o pedaço que parece estar machucando. Essa tentativa pode aumentar a lesão, favorecer a entrada de bactérias e provocar infecção. Se surgir pus, aumento importante da dor, vermelhidão intensa ou dificuldade para caminhar, a avaliação médica torna-se importante para indicar o tratamento adequado.
A boa notícia é que grande parte dos casos pode ser evitada com medidas simples. Cortar as unhas sempre em linha reta, evitar retirar os cantos, usar calçados confortáveis e prestar atenção a qualquer alteração logo no início diminuem bastante o risco de novos episódios.
Quando existe predisposição familiar ou quando o problema aparece repetidamente, vale procurar orientação profissional em vez de insistir apenas em aliviar a inflamação. Como reforça a Dra. Adriana Matter, descobrir a causa do encravamento continua sendo o passo mais importante para evitar que o desconforto volte a aparecer.
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