Clientes aos prantos em MT: Uber, iFood e 99 sofrem com FIM de serviço essencial em Cuiabá e +3 reviravoltas

Aplicativos como a Uber, iFood e 99, são pegas de surpresa com o fim de um serviço essencial em Cuiabá. Veja todos os detalhes

01/04/2025 às 17:00 · Tempo de leitura: 6 minutos

Uber, 99 e iFood (Fotos: Reproduções / Internet / Empresa / Montagem)

Aplicativos como a Uber, iFood e 99, são pegas de surpresa com o fim de um serviço essencial em Cuiabá. Veja todos os detalhes

Os aplicativos de transporte e entrega, como Uber, 99 e iFood, tornaram-se indispensáveis na rotina dos brasileiros, especialmente em Cuiabá, Mato Grosso.

Além das corridas tradicionais, a Uber e a 99 oferecem modalidades de entregas, como Uber Flash e 99Entrega, enquanto o iFood se consolidou como líder no setor de delivery de comida e outros produtos.

No entanto, os cuiabanos enfrentam uma reviravolta inesperada: a paralisação dos entregadores e motociclistas, que deixou clientes desesperados e revelou desafios profundos enfrentados pela categoria.

Fim de serviço e reviravoltas

Na manhã da última segunda (31) e desta terça-feira (1º), usuários das plataformas foram surpreendidos com a falta de motoristas e entregadores disponíveis que confirmaram fim de serviço nesses dois dias.

Conforme apurado pelo TV FOCO, a mobilização foi organizada pelo Breque Nacional dos Apps e ANEA (Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos), visando exigir melhores condições de trabalho.

Entre as principais reivindicações estão as seguintes reviravoltas:

  • Taxa mínima de R$ 10 por entrega;
  • Aumento do valor por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50;
  • Limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros;
  • Pagamento integral por pedidos agrupados.
Entregadores paralisaram serviços em Cuiabá (Foto: Reprodução/ Internet)

Além disso, segundo o portal ‘Gazeta Digital’, os entregadores cobram melhores pontos de apoio, especialmente devido às altas temperaturas da capital mato-grossense.

“Nossa capital é muito quente. A gente precisa às vezes parar, ter um descanso, tomar uma água, isso é essencial para a classe”, ressaltou João Gabriel Muniz, entregador há quase seis anos.

A realidade dura dos entregadores

Ademais, segundo as informações divulgadas, a alta nos preços de combustíveis, pneus e manutenção de veículos reduziu drasticamente os ganhos dos trabalhadores.

“Antes, eu faturava entre R$ 120 e R$ 150 por dia. Hoje, se chegar a R$ 80, é muito”, afirmou Eduardo Dantas, entregador há dois anos e que enfrenta ainda mais desafios por ter uma das pernas amputada.

A sobrecarga e a falta de valorização da categoria também são pontos críticos. “Os aplicativos baixaram os preços. Uma corrida de 10 km que pagava R$ 18, agora paga R$ 14 ou R$ 16”, completou Eduardo.

O que vem a seguir?

Até o momento, as empresas responsáveis pelos aplicativos, como a Uber, 99 e iFood, ainda não se posicionaram oficialmente sobre as reivindicações.

Enquanto isso, a paralisação continua afetando diretamente consumidores, restaurantes e até farmácias, que dependem desses serviços para manter suas operações.

O movimento, que já conta com a adesão de entregadores em 20 estados, reacende o debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos e os desafios que esses trabalhadores enfrentam diariamente.

A incerteza sobre uma solução a curto prazo preocupa tanto os entregadores quanto os clientes, que seguem ansiosos por uma resposta das empresas.

Imagem de entregador de app em serviço (Foto Reprodução/Internet)

Considerações finais

  • A paralisação dos entregadores e motoristas de aplicativo em Cuiabá evidencia as dificuldades enfrentadas por esses trabalhadores, que buscam condições mais justas.
  • Os aplicativos trouxeram praticidade, mas a valorização da categoria ainda é um desafio.
  • Agora, cabe às empresas ouvirem as reivindicações e buscarem um equilíbrio que beneficie tanto os trabalhadores quanto os consumidores.
  • Enquanto isso, todos seguem aguardando uma solução que torne o serviço mais sustentável e justo.

Por fim, veja: “Vai encerrar”: Uber e 99 se unem para decretar fim de serviço essencial após não resistir a rival nº1

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