Tarcísio sanciona novo abono a mais de 89 mil trabalhadores em SP

Tarcísio de Freitas definiu mais um aumento para lista de trabalhadores (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN/Marcelo-CamargoAgencia-Brasil)
Medida sancionada por Tarcísio de Freitas reajusta o benefício em 3,9% e estabelece novos valores de referência de acordo com a carga horária de trabalho
O governador Tarcísio de Freitas sancionou, em maio de 2026, uma lei estadual que atualiza o abono complementar pago diretamente aos servidores estaduais de São Paulo.
A medida de recomposição salarial, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), concede reajuste de 3,9% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado.
De acordo com as informações oficiais, o projeto atende à proposta encaminhada pelo Poder Executivo paulista de recomposição inflacionária e beneficia exatamente 89,8 mil pessoas em todo o território de São Paulo, incluindo funcionários ativos, aposentados e pensionistas de todas as categorias contempladas.
Na prática, o mecanismo técnico do abono complementar funciona como uma salvaguarda salarial direta.

O Governo de SP passa a complementar a remuneração total dos servidores abrangidos por esta legislação específica sempre que o valor fixo mensal recebido ficar abaixo dos novos pisos estabelecidos para cada jornada semanal de trabalho.
A referência oficial para o cálculo em jornada integral acompanha as diretrizes do novo piso salarial paulista, também reajustado recentemente para o patamar de R$ 1.874,36.
Novos valores e regras do abono complementar:
O cálculo detalhado para a aplicação do benefício considera a soma do salário-base fixo, vencimentos gerais e todas as gratificações de natureza permanente recebidas pelo servidor público.
Caso esse montante final apurado fique abaixo do teto mínimo estipulado para a sua respectiva carga horária, o Estado realiza o repasse imediato da diferença financeira encontrada em folha de pagamento.
De acordo com o texto final do projeto de lei aprovado, certos benefícios e vantagens pecuniárias de caráter temporário ou de natureza indenizatória não entram na composição do cálculo do abono complementar.
O que não entra na conta?
Estão completamente excluídos dessa conta os valores recebidos a título de auxílio-transporte, salário-família, diárias de viagem, adicional noturno de escala, bem como os adicionais de insalubridade ou periculosidade da categoria.

Novos pisos:
Os novos pisos fixados, que passam a balizar o abono complementar, foram divididos em três categorias de jornada:
- Jornada completa de trabalho: Piso fixado no valor de R$ 1.874,36 mensais;
- Jornada comum de trabalho: Piso fixado no valor de R$ 1.405,77 mensais;
- Jornada parcial de trabalho: Piso fixado no valor de R$ 937,18 mensais.
Quem se beneficia com o abono complementar em SP?
O contingente expressivo de mais de 89,8 mil trabalhadores afetados pela nova medida engloba servidores vinculados a diferentes órgãos importantes da administração pública direta e indireta do estado paulista:
- Secretarias de Estado: Funcionários que atuam nas pastas operacionais ativas;
- Procuradoria Geral do Estado (PGE): Integrantes ativos do corpo jurídico;
- Controladoria Geral do Estado (CGE): Profissionais de fiscalização e auditoria interna;
- Autarquias estaduais: Servidores que trabalham na estrutura administrativa descentralizada.
A nova legislação estadual também garante de forma integral o direito ao reajuste orçamentário para inativos e pensionistas que possuem direito constitucional garantido à paridade de remuneração em relação direta aos servidores da ativa.
O início do cronograma de pagamento com os valores atualizados entrou em vigor de forma imediata na folha dos servidores públicos, trazendo alívio financeiro para as categorias afetadas.
Impacto financeiro:
Vale destacar que essa medida foi desenvolvida com base em estudos técnicos conjuntos realizados pelas equipes econômicas das Secretarias de Gestão e Governo Digital e da Fazenda e Planejamento.
Os relatórios detalham a progressão do impacto fiscal sobre as contas do Tesouro Estadual paulista para todo o triênio vigente de arrecadação.
Abaixo, temos a consolidação exata dos dados de desembolso financeiros:
- Acumulado do Ano 2026: R$ 56,2 milhões projetados com a vigência da lei.
- Projeção Anual 2027: R$ 88,5 milhões estimados para o fechamento do período.
- Projeção Anual 2028: R$ 88,5 milhões estimados para a manutenção do repasse.
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