Conseguiu emprego e recebe Bolsa Família? Entenda como funciona a Regra de Proteção, que garante metade do benefício por até um ano.

O Bolsa Família é considerado um dos programas sociais do Governo Federal que mais ajudam pessoas. Aliás, o auxílio financeiro chegou justamente com o intuito de extinguir a pobreza extrema em território nacional e melhorar a qualidade de vida de quem precisa.

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O que muitos não sabem, é que o programa segue regras rigorosas, pois o objetivo é acabar com as fraudes e ajudar somente quem realmente precisa. Inclusive, muitas pessoas possuem dúvidas sobre como funciona a permanência no Bolsa Família.

Um dos principais questionamentos, por exemplo, diz respeito ao fato de ter arrumado um emprego. O Governo Federal entende que é necessário um tempo maior para que a sua família se estabeleça no mercado de trabalho e reorganize sua vida financeira.

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Bolsa Família tem alerta do Governo Federal (Foto: Divulgação)
Bolsa Família tem alerta do Governo Federal (Foto: Divulgação)

Por isso, foi criada a Regra de Proteção, para garantir uma segurança extra à família que tenha aumento de renda, especialmente quando um ou mais de seus integrantes têm a carteira de trabalho assinada. Ou seja, o benefício não será cancelado de forma imediata.

A Regra de Proteção veio para garantir mais seguranças para as famílias ao reconhecer que a superação da pobreza não acontece de forma automática com a conquista de um emprego. Esse é um processo gradual, que exige um período de adaptação e estabilização.

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Ao entrar na Regra de Proteção, mesmo quando a renda da família ultrapassa R$ 218,00 por pessoa, ela não é imediatamente excluída do programa. A família pode continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 18 meses.

Para estar na Regra de Proteção, a renda mensal por pessoa não pode ultrapassar o valor de R$ 706,00. O Governo Federal garante que a sua família tenha tempo suficiente para acessar o seguro-desemprego e outros direitos de segurança social, sem ficar desprotegida.

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Bolsa Família (Foto: Divulgação)
Bolsa Família (Foto: Divulgação)

Se a renda da família cair, o benefício completo poderá ser restabelecido. Além disso, famílias que saírem do programa após o período de transição terão prioridade para retornar caso voltem à situação de pobreza. Essa possibilidade está garantida por meio do “retorno garantido”.

Como consultar o benefício?

A consulta dos valores e das datas de pagamento pode ser feita por meio do aplicativo Bolsa Família, do Caixa Tem, pelo site do CadÚnico ou pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal. Os beneficiários devem ter em mãos o CPF ou o número do NIS para acessar as informações.

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Com os pagamentos prestes a começar, os beneficiários devem ficar atentos ao calendário para saber quando o dinheiro estará disponível na conta. Em muitos casos, os adicionais fazem com que o valor recebido ultrapasse os R$ 600, garantindo um reforço no orçamento das famílias.

Quem pode receber o Bolsa Família?

Em suma, a principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Ademais, para se enquadrar, é necessário somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Se o valor ficar abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.

Além disso, os beneficiários também precisam seguir outros critérios, como:

  • Manter crianças e adolescentes na escola;
  • Fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
  • Manter as carteiras de vacinação atualizadas.

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