Motoboys que trabalham com carteira assinada (CLT) em São Paulo recebem R$ 1.804

Os motoboys que trabalham com carteira assinada (CLT) em São Paulo recebem, em 2026, o salário mínimo de R$ 1.804. O valor foi definido em 2025 após sanção do governador Tarcísio de Freitas e segue em vigor neste ano.

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O reajuste faz parte da atualização do salário mínimo paulista, que contempla 76 categorias profissionais.

De acordo com o governo do estado, o piso estadual ficou 18,8% acima do salário mínimo nacional de 2025 (R$ 1.518) e também supera o mínimo nacional de 2026, fixado em R$ 1.621.

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Além disso, este é o terceiro ano consecutivo em que o reajuste estadual supera a inflação, garantindo aumento real no poder de compra dos trabalhadores.

Em comparação com o piso de 2024 (R$ 1.640), o aumento foi de aproximadamente 10%, consolidando uma política de valorização no estado.

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Reajuste acumulado supera a inflação

Os números mostram ganho real para os trabalhadores paulistas. Desde 2022:

  • O piso estadual acumulou alta de 40,5%
  • A inflação no mesmo período foi de 15,1%

Ou seja, o salário mínimo de São Paulo cresceu acima da inflação. Esse valor se aplica aos trabalhadores que:

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  • Exercem atividade no estado de São Paulo
  • Não possuem piso salarial definido por acordo ou convenção coletiva
  • Estão contratados sob o regime CLT

Pode haver novo aumento?

Até o momento, o valor de R$ 1.804 permanece válido em 2026. Um novo reajuste depende de proposta do governo estadual e aprovação da Assembleia Legislativa.

Porém, a expectativa é que o governo de São Paulo anuncie uma nova atualização em 2026, mantendo a política de valorização do piso regional.

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Direitos trabalhistas dos motoboys

Por fim, o motoboy com carteira assinada tem todos os direitos garantidos pela CLT, como:

  • Férias remuneradas + adicional de 1/3
  • 13º salário
  • Depósito mensal do FGTS
  • Contribuição ao INSS
  • Jornada de trabalho regulamentada
  • Vale-transporte
  • Demais benefícios previstos em lei ou acordo coletivo

Essas garantias asseguram proteção trabalhista e previdenciária, além de estabilidade maior em comparação com trabalhadores autônomos ou por aplicativo.

No entanto, quem trabalha por conta própria ou plataformas digitais não tem vínculo CLT. Nesse caso, o trabalhador:

  • Não há FGTS nem 13º salário
  • A contribuição ao INSS é opcional
  • Os rendimentos variam conforme a demanda e a própria jornada de trabalho

Além disso, o profissional pode se formalizar como MEI (Microempreendedor Individual) para ter CNPJ e contribuir para a Previdência.