Padre do balão retorna em carta psicografada expondo os últimos momentos em vida e faz um relato sobre a iniciativa que fez ele perder a própria vida
No dia 20 de abril de 2008, o padre Adelir de Carli, o famoso padre do balão, embarcou para um voo de balões de gás hélio que seria o último de sua vida. A tragédia marcou a história do país e da igreja católica.
A intenção dele era voar por 20 horas, até chegar em Mato Grosso do Sul. Mas, o voo não saiu como planejado e ele morreu. Seus restos mortais foram encontrados meses depois no mar do Rio de Janeiro.
Carta psicografada
O portal ‘Magia e Proteção’, trouxe uma suposta carta atrelada ao padre do balão, que foi recebida pelo médium Ricardo Sanches de Andrade, de SP. Na mensagem, Adelir expôs seus últimos momentos de vida.

Ele revelou que já nos primeiros momentos da jornada, o vento lhe levou para uma direção contrária ao que queria. Então, ele pressentiu que nada seria como o esperado:
“Os balões subiram rapidamente e os ventos os levaram para uma direção oposta à esperada. Eu estava perdendo o controle e tudo estava indo terrivelmente errado”. Então, começou o momento de terror.
O padre tentou pedir ajuda
Ele revelou que tentou solicitar ajuda, mas, como não tinha experiência o suficiente, não obteve sucesso:
“Tentei utilizar o aparelho comunicador para pedir ajuda, mas minha inexperiência me impediu de fazê-lo adequadamente. Enquanto os balões começavam a esvaziar e estourar, fui gradualmente caindo, e o cenário tranquilo que imaginei tornou-se caótico”.
Abaixo dele tinha o mar, o qual se aproximava a medida que ele ia caindo e entrando em desepero:
“A água do mar me aguardava abaixo, e meu coração estava repleto de temor. Com grande tristeza, percebi que minha missão generosa estava chegando a um fim prematuro e trágico”.

Últimos momentos de vida
O padre do balão então detalhou como foram seus últimos momentos ainda com vida e então, a sua passagem:
“Afundei nas águas do oceano, lutando para sobreviver. A parte da minha vida dedicada a ajudar os mais pobres e a minha conexão profunda com Deus e Jesus Cristo me trouxeram alguma tranquilidade em meio ao desespero”.
Ele pediu perdão: “Orei fervorosamente em busca de misericórdia divina e perdão, compreendendo que havia cometido um erro, movido pela fé sincera, mas imprudente”.
Ele lutou, até que morreu: “Conforme o tempo passava, eu me cansava até me afogar, desencarnei. Parte do meu corpo foi consumida por tubarões e outros peixes marinhos”.

Reflexão
Para fazer sua experiência ele ignorou o conhecimento de especialistas que afirmaram que não tinha como a ideia dele dar certo. Do outro lado ele entendeu isso:
“Em vez de abraçar a ignorância, devemos reconhecer que o conhecimento científico é um presente divino, projetado para nos guiar em direção ao progresso e ao entendimento de nós mesmos e do mundo que nos cerca”.
Ele foi aconselhado a não engatar no voo, mas, teimou e se aventurou. A tragédia marcou o país e fez o padre do balão se tornar um exemplo a não ser seguido.
O que ele deixou ao público sobre sua trajetória?
Já no final da carta, o padre do balão disse que espera que seus fiéis entendam a parte positiva de sua trajetória.
“Que minha trajetória, agora impregnada de conhecimento e espiritualidade, possa ser um exemplo de fé racional, onde as verdades divinas e científicas se entrelaçam, trazendo luz e entendimento aos corações que buscam compreender a grandiosidade do plano divino”.
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