Uma triste notícia deixou o mundo do jornalismo em luto nesta segunda-feira (1/6)

O mês de junho iniciou nublado com a repercussão da morte de uma das maiores escritoras do Brasil. A jornalista foi a óbito aos 99 anos.

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Estamos falando de Regina Stella Studart Quintas, uma das pioneiras que ajudaram a construir a identidade cultural de Brasília.

Ela faleceu no último domingo (31/5). A jornalista, escritora e cronista transformou suas vivências em livros e textos que marcaram a memória da cidade.

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PERDA DE JORNALISTA AMADA DEIXA O BRASIL EM LUTO?

Natural de Fortaleza (CE), Regina chegou a Brasília em junho de 1960 de acordo com informações do portal Correio Braziliense.

Formada em química, ela encontrou na literatura e no jornalismo sua principal vocação. Ao longo da trajetória, publicou obras marcantes como O Reto e o Oblíquo, Recado dos Ipês e Ciranda do Tempo.

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Desse modo, a jornalista conseguiu englobar crônicas inspiradas no cotidiano e nas transformações da cidade que escolheu para morar.

Por mais de 20 anos, Regina também foi cronista no Correio Braziliense, onde publicou histórias, personagens e sentimentos que contribuíram para contar a trajetória de Brasília sob o olhar de quem testemunhou seu nascimento e desenvolvimento.

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DEIXA LEGADO?

Afinal, ela chegou em Brasília poucos meses após a inauguração da nova capital. Viúva do também jornalista Expedicto Quintas, falecido em 1998, Regina construiu uma família extensa.

Portanto, deixa oito filhos, 16 netos e 13 bisnetos. De acordo com a herdeira, Nise Maria Quintas, o maior legado da jornalista foi o amor dedicado à família e às causas em que lutava.

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“Ela foi o maior exemplo que a gente pode ter de um ser humano maravilhoso. Foi uma mãe linda, uma mulher comprometida com as mais belas causas da sociedade. Deixou sua marca como escritora, cronista, cidadã e, acima de tudo, como alguém que fazia do amor a base de tudo”, afirmou a filha da escritora.

Entre as frases mais famosa da jornalista, que fazia questão de repetir era a forma como ela encarava a vida. “Só o amor justifica a nossa presença neste planeta azul”.

MORREU ENQUANTO DORMIA?

A morte aconteceu enquanto dormia, em sua residência em Brasília. De acordo com a família, Regina não estava internada e foi a óbito apenas pelos efeitos naturais da idade.

Afinal, ela completaria 100 anos no próximo dia 26 de junho. Ao longo de quase um século de existência, Regina Stella Quintas testemunhou a construção de Brasília.

Inclusive, criou gerações de descendentes e ajudou a preservar, através da escrita, as memórias da capital do país.

Seu nome segue associado à história da cidade que escolheu como lar e que retratou em suas páginas ao longo de tantos anos.

O velório será realizado nessa terça-feira (02/06), a partir das 8h, na Capela 6, do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.

Morre a jornalista Regina Stella Studart Quintas (Foto: Reprodução / Instagram)
Morre a jornalista Regina Stella Studart Quintas (Foto: Reprodução / Instagram)

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