Afastada dos palcos por 30 anos devido ao TOC do Rei, a música “Quero que Vá Tudo pro Inferno” teve um retorno emocionante na TV Globo

O cantor Roberto Carlos protagonizou um dos momentos mais marcantes e comentados da história da televisão e do entretenimento no Brasil ao quebrar um jejum de cerca de 30 anos e voltar a cantar ao vivo o clássico “Quero que Vá Tudo pro Inferno”.

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Excluído do repertório do Rei desde a década de 80 devido ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), condição que o impedia de pronunciar a palavra “inferno”, o hiato de três décadas chegou ao fim após um intenso processo de tratamento terapêutico e insistência de amigos próximos.

Roberto Carlos é um dos maiores da música brasileira (Foto: TV Globo)
Roberto Carlos (Foto: Reprodução/Globo)

A apresentação antológica, exibida no tradicional Especial de Fim de Ano da Globo, foi ao ar originalmente na noite de 23 de dezembro de 2016, tornando-se um marco inesquecível do mundo dos famosos que até hoje repercute entre os fãs do Rei por entregar emoção, superação e um elenco estelar de convidados.

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Roberto Carlos no Especial de Fim de Ano (Foto Reprodução/Globo)
Roberto Carlos no Especial de Fim de Ano (Foto Reprodução/Globo)

Um tabu que atravessou décadas

Composta em 1965, no auge da Jovem Guarda, Quero que Vá Tudo pro Inferno” se tornou um dos maiores hinos da carreira de Roberto Carlos.

No entanto, com o agravamento dos sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ao longo dos anos 80, o cantor desenvolveu aversão à pronúncia de determinadas palavras de carga negativa.

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Como consequência, a canção foi banida de seus shows e álbuns por três décadas.

De acordo com o Diário Gaúcho, a superação desse bloqueio psicológico não ocorreu do dia para o outro.

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Durante a gravação daquele especial, o próprio artista abriu o coração e explicou com leveza o processo de reabilitação que o permitiu voltar a cantar a letra completa:

“Não me lembro mais quando foi a última vez que cantei essa música. Faz muito tempo, realmente.

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De repente, os amigos insistiram e comecei a tratar o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo). Melhorei um pouco e ensaiei cantando pela metade, mas aí tratei mais um pouco e resolvi cantar tudo.”

O ápice do especial e o formato consagrado desde 1974

A interpretação da canção de 1965 funcionou como o ponto alto da atração televisiva daquele ano.

O Especial de Fim de Ano de Roberto Carlos mantém uma estrutura consagrada e praticamente inalterada no horário nobre da Globo desde 1974, combinando grandes sucessos de seu catálogo, arranjos orquestrais e duetos históricos com grandes nomes da música nacional e internacional.

Na edição histórica que marcou a quebra do tabu de 30 anos, o especial contou com encontros memoráveis no palco:

  • Ícones da MPB: Parcerias inesquecíveis ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Marisa Monte;
  • Samba e boemia: Apresentação conjunta com o sambista Zeca Pagodinho;
  • Destaque internacional: A presença marcante da estrela americana Jennifer Lopez, que gravou um dueto exclusivo com o Rei.

É verdade que Roberto Carlos ganhará um filme biográfico?

Sim, é verdade, o cantor Roberto Carlos ganhará um filme biográfico sobre sua vida e trajetória artística, com direção de Maurício Farias, conhecido por seu trabalho em Hebe: Nasce uma Estrela.

O projeto conta com a aprovação do próprio artista, que participará ativamente do desenvolvimento nos bastidores.

Atualmente, a produção encontra-se em fase inicial, concentrada na pesquisa e seleção de atores para o elenco, com testes previstos para acontecer em breve.

Até o momento, a equipe ainda não divulgou o cronograma oficial de gravações nem a data de estreia nos cinemas. O roteiro do longa-metragem será assinado por Patrícia Andrade, mesma roteirista de 2 Filhos de Francisco.

A produção fica a cargo de Renata Brandão e Juliana Capelini, integrantes da Terceiro Milênio, empresa vinculada ao Grupo Conspiração, em parceria com a Taba Filmes, produtora de Maurício Farias.

Curiosamente, a ideia de levar a história do “Rei” para as telonas era um plano antigo.

Anos atrás, o cineasta Breno Silveira, que faleceu em 2022, trabalhava no desenvolvimento de uma cinebiografia do cantor, projeto que já contava com a colaboração da própria roteirista Patrícia Andrade.

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