Maitê Proença surpreendeu a todos ao expor a triste perda da mãe que foi assassinada pelo próprio pai quando ela era mais jovem e deixou ela traumatizada
A atriz Maitê Proença teve a mãe assassinada pelo pai quando ela tinha apenas 12 anos. O caso chocou o Brasil em 2005, quando Maitê participou do Arquivo Confidencial e tornou pública a história que guardou por anos.
Conforme informações do site Aventuras na História, o crime brutal aconteceu na cidade de Campinas, interior de São Paulo em 1970. Margot Proença Gallo foi morta a facadas pelo próprio marido, Augusto Carlos Eduardo da Rocha Monteiro Gallo.
As informações apontam que a brutalidade de Augusto foi motivada por ciúmes. No dia 7 de novembro de 1970, o casal iniciou uma longa discussão. Em um ataque brutal, o procurador deferiu 11 golpes de faca em sua esposa.

A mulher não resistiu aos ferimentos e morreu. Gallo foi inocentado do assassinato, pois, os advogados de defesa alegaram que Augusto agiu tomado pela raiva, em legítima defesa de sua honra.
Segundo o jornal O Globo o pai de Maitê tirou a própria vida no ano de 1989. Na sequência, seu irmão também se suicidou. O trauma da família chocou todo o país.
O pronunciamento de Maitê Proença
Em uma entrevista ao Roda Viva m 2017, a atriz voltou a falar sobre o assassinato e fez um duro desabafo na ocasião:
“Olha, Bruno, eu de fato não gosto de falar desse assunto porque não é divertido falar sobre isso para mim, né, evidentemente. Eu só comecei a falar disso publicamente porque eu tava num programa de TV numa tarde de domingo e foi exposto a todo o Brasil essa particularidade que eu guardava, porque eu achava que era íntima e que fazia parte da minha história particular.”
Então, prosseguiu: “Não se faz uma carreira com a piedade de ninguém. Então eu achava que eu podia guardar isso aí. Como foi falado, eu precisei tratar disso, escrevi um livro que tinha elementos biográficos e tal, fiz o que eu pude para poder contar a história a minha maneira, já que a imprensa marrom agora podia meter a mão ali e falar como quisesse.”

Asco do pai
Ela disse que sentiu repúdio por seu pai: “Mas quando a gente sofre esse tipo de trauma… a minha mãe foi assassinada pelo meu pai. Eu tive asco físico do meu pai, não conseguia encostar nele.”
Destacou ainda: “E eu sabia que ele não era um homem que ia voltar a matar, mas era muito complicado ver aquele homem que tinha destruído a própria vida, porque ele matou também quem ele mais amava. Mas ele matou uma pessoa que eu amava mais até do que eu amava ele, porque ela era mais divertida, ela era mais alegre, ela era mais hedonista.”
O que ela aprendeu?
Ela disse ainda sobre os problemas após o assassinato: “E o meu problema teve desdobramentos terríveis, porque meu pai se matou, o meu irmão mais velho se matou. Então foram e várias outras coisas que eu não vou contar aqui, mas que eu lido com elas até hoje”.

Mas, Maitê Proença teve que aprender a lidar com tudo:
“Eu sou feliz porque eu consegui me organizar dentro disso. ão sei se feliz é a palavra, eu sou uma pessoa que conseguiu se organizar, né? Eu não sou uma pessoa triste, eu não tenho uma tendência à tristeza, eu não gosto da tristeza. Eu tenho motivo bastante para ficar bastante triste se eu quiser, mas eu tenho horror a esse lugar, porque tem gente que gosta, né? Tem gente que gosta, tem gente que busca.”
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