Morte de famoso político aos 67 anos, após câncer, é confirmada por Jornal da Globo e comove todo o país

Waldemar Borges construiu uma das trajetórias mais longas da política pernambucana e permaneceu em atividade pública por décadas. O deputado estadual morreu no sábado (4), aos 67 anos, no Recife, após enfrentar um câncer.

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A confirmação da morte veio por meio de uma nota divulgada pela esposa, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e pelos filhos do parlamentar. A notícia repercutiu rapidamente em Pernambuco e em Brasília, já que Borges acumulou quase 40 anos de vida pública e exerceu funções importantes tanto no Poder Legislativo quanto em governos estaduais e na administração municipal da capital pernambucana.

Luto, morre Waldemar Borges (Foto: Reprodução)
Luto, morre Waldemar Borges (Foto: Reprodução)

Em reconhecimento à sua trajetória, o Governo de Pernambuco decretou luto oficial de três dias. O velório foi marcado para a sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), neste domingo (5), e o sepultamento ficou previsto para ocorrer logo depois, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

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A morte de Waldemar Borges aconteceu enquanto ele estava afastado do mandato para tratar a doença. O deputado havia solicitado licença de 180 dias por causa do tratamento contra o câncer, e o suplente Cayo Albino já exercia a função na Assembleia Legislativa.

Morte de Waldemar Borges é confirmada (Foto: Reprodução)
Morte de Waldemar Borges é confirmada (Foto: Reprodução)

A família informou que o político deixa a esposa, Luciana Santos, atual ministra do governo federal, além dos filhos Waldemar, Mariana e Luan. Na mensagem divulgada após a confirmação da morte, os familiares destacaram que Borges dedicou praticamente toda a vida ao serviço público e afirmaram que ele se tornou uma referência pela coerência, pela defesa do diálogo e pelo compromisso social.

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Eles também escreveram que o parlamentar deixou “uma lacuna irreparável na vida pública” e ressaltaram que seu legado permanecerá vivo entre familiares, amigos e aqueles que acompanharam sua atuação política ao longo de décadas.

Ao longo da carreira, Waldemar Borges ocupou diferentes cargos e participou de momentos importantes da política pernambucana. Antes de chegar à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ele exerceu quatro mandatos consecutivos como vereador do Recife, entre 1989 e 2004.

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No último mandato na Câmara Municipal, presidiu a Casa e também assumiu funções no Executivo estadual e municipal. Borges foi secretário nos governos de Miguel Arraes e de Eduardo Campos, além de atuar como secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife e presidente da Empresa Municipal de Informática (Emprel).

Em 2010, conquistou o primeiro mandato como deputado estadual e foi reeleito nas eleições seguintes, tornando-se um dos parlamentares mais experientes da Casa. Durante esse período, também liderou o governo na Alepe em diferentes administrações estaduais e presidiu comissões responsáveis por analisar projetos de lei antes das votações em plenário.

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A repercussão da morte ultrapassou Pernambuco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a perda e afirmou que Waldemar Borges foi uma das principais lideranças do PSB no estado e um defensor da democracia.

Globo confirma morte de Waldemar Borges (Foto: Reprodução)
Globo confirma morte de Waldemar Borges (Foto: Reprodução)

Em publicação nas redes sociais, Lula escreveu: “Quero expressar meus sentimentos pelo falecimento do deputado estadual Waldemar Borges, uma das principais lideranças do PSB em Pernambuco e grande defensor da democracia. À sua esposa, a querida companheira Luciana Santos, e aos seus filhos, deixo um abraço forte e caloroso, que estendo a todos os seus amigos e companheiros de luta”.

O prefeito do Recife, João Campos, também prestou homenagem e destacou a amizade que o deputado construiu com seu pai, o ex-governador Eduardo Campos. Já a governadora Raquel Lyra decretou luto oficial de três dias e ressaltou que a morte representa uma grande perda para a política pernambucana, lembrando a capacidade de diálogo e o compromisso de Waldemar Borges com o serviço público ao longo de quase quatro décadas de atuação.