Saiba mais sobre a morte de cantora que marcou a MPB
Na tarde de hoje, quarta-feira (15/07), o TV Foco traz mais informações sobre a morte da cantora que marcou a MPB.
No caso, o Jornal da Globo confirmou a morte de Cláudia Savaget Fiani no dia 14 de julho de 2026, às 17h, de uma doença não revelada pelo marido da artista, o violinista Luiz Otávio Braga.
Para quem não sabe, a cantora, que tinha 78 anos, deixou 5 álbuns, lançados ao longo dos 30 anos de carreira, que foi de 1974 a 2004.

Mais sobre o assunto
O marido da cantora, em seu perfil oficial no Instagram, anunciou a morte de sua esposa e fez um forte desabafo já mostrando estar com saudades.
“Comunico aos amigos e amigas da minha amada Cláudia o seu desaparecimento, ontem, às 17 horas, depois de longo padecer.
A intérprete preferida de Cartola – conforme as próprias palavras do grande compositor – e sua belíssima voz, deixa enorme lacuna na música urbana e popular do Brasil. Saudade imensa nos corações de todos os que a conheceram e a ouviram.
O velório será amanhã no Cemitério São João Batista, sala 9, a partir das 11 horas e de onde seguirá, à tarde para cerimônia de cremação”, escreveu o marido Luiz Otávio Braga.

Trajetória da cantora
Claudia Savaget Fiani, nascida em Petrópolis (RJ), em 1º de julho de 1948, começou a carreira cantando na boate Clube 85, e como dito acima, deixou 5 albuns ao longo de toda a sua carreira.
A estreia da compositora aconteceu com “Impacto”, lançado de forma independente em 1974. Quatro anos depois, ela lançou “Samambaias”, trabalho que destacou composições de Chico Buarque.
Uma das gravações mais marcantes do disco é “Maninha”, composta por Chico Buarque, inclusive.
Alguns anos depois, em 1979, “Mordida ou Beijo” foi lançado, título inspirado em um verso de “Sofrer”, parceria de Paulinho da Viola.
E por fim, mas não menos importante, em 2004, lançou o ‘Caminhando’, seu último álbum de estúdio.

A ditadura atrapalhou o trabalho dela?
Segundo a própria cantora, em uma entrevista em 2023, ela destacou que sim, isso a afetou, assim como afetou diversos trabalhos de outros artistas.
“Foi uma época braba, mas trabalhamos muito. Para a música, apesar de tudo ou por isso mesmo, foi um momento muito rico. Cansei de ir à polícia federal levar letra de música pra saber se podia cantar”, disse.
E continuou: “Era uma ideologia dos militares, que fizeram aquele negócio horroroso, torturavam e matavam por qualquer motivo, e os estudantes se revoltaram. Não vejo paralelos com agora. Hoje em dia é o fascismo escrachado. Acho que o que temos agora é bem pior do que antes, pra falar a verdade”.
