Suzane Von Richthofen tem seu beijo descrito por pex como um momento frio, sem emoção e marcado pela falta de sentimentos

A vida de Suzane Von Richthofen voltou ao centro das discussões depois que o jornalista e escritor Ullisses Campbell revelou novos bastidores sobre o período em que ela cumpriu pena no presídio de Tremembé.

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As declarações aconteceram durante uma entrevista em que o autor comentou seu livro Tremembé: O Presídio dos Famosos, obra que reúne histórias de alguns dos criminosos mais conhecidos do Brasil e mostra como era a convivência deles dentro da unidade prisional. Entre os relatos apresentados, um dos que mais chamou atenção envolveu um antigo relacionamento vivido por Suzane Von Richthofen enquanto ela estudava em uma universidade durante o cumprimento da pena.

Segundo Campbell, uma pessoa que se envolveu afetivamente com ela descreveu um momento de intimidade usando uma frase que rapidamente repercutiu nas redes sociais: o beijo teria sido “frio, sem emoção e sem vida”.

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O jornalista apresentou esse depoimento como parte do material reunido durante sua pesquisa e explicou que buscou ouvir diversas pessoas que conviveram com os personagens retratados no livro para reconstruir episódios pouco conhecidos pelo público.

Suzane von Richthofen em documentário (Foto: Netflix)
Suzane von Richthofen em documentário (Foto: Netflix)

Ao comentar esse relato, Ullisses Campbell também fez uma avaliação sobre o comportamento atribuído à condenada ao longo dos anos. Na entrevista, ele afirmou que a descrição não o surpreendeu porque, em sua visão, combinava com o perfil que encontrou durante as pesquisas realizadas para escrever suas obras sobre Suzane Von Richthofen.

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O jornalista chegou a dizer que uma pessoa condenada por participar do assassinato dos próprios pais dificilmente transmitiria carinho ou intensidade em um gesto de afeto. A fala dele repercutiu justamente por apresentar uma interpretação pessoal baseada nas entrevistas e documentos que consultou durante a produção do livro.

É importante destacar que essa análise pertence ao autor e não representa uma conclusão oficial da Justiça ou de laudos psicológicos. Ela faz parte da visão construída por Campbell após anos pesquisando casos criminais de grande repercussão e ouvindo pessoas que tiveram contato direto com Suzane Von Richthofen dentro e fora do ambiente prisional.

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Outro aspecto destacado por Ullisses Campbell envolve a forma como Suzane Von Richthofen se relacionava com as pessoas durante o período em que frequentou a universidade. Segundo o jornalista, a presença dela despertava enorme curiosidade entre estudantes e funcionários.

Na época, ela já cumpria pena em regime mais brando e utilizava tornozeleira eletrônica, equipamento usado pela Justiça para monitorar a localização de pessoas que cumprem determinadas medidas fora do presídio. Mesmo assim, sua rotina chamava atenção por causa da grande repercussão do caso que marcou o país.

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De acordo com Campbell, muitos alunos queriam conversar com ela, tirar fotografias ou simplesmente observar de perto alguém envolvido em um dos crimes mais conhecidos da história brasileira.

Na avaliação do autor, Suzane Von Richthofen percebia esse interesse e sabia aproveitar a situação. Durante a entrevista, Campbell afirmou que ela utilizava os relacionamentos pessoais como uma forma de conquistar influência e aumentar sua posição dentro do ambiente universitário.

Entre os episódios narrados, ele mencionou o interesse de uma professora pela estudante, afirmando que esse tipo de aproximação reforçava a sensação de prestígio que ela buscava. O jornalista ressaltou que essas conclusões fazem parte da investigação apresentada em seu livro e refletem os depoimentos de pessoas que conviveram com ela naquele período.

O escritor também descreveu um traço que considera recorrente na personalidade de Suzane Von Richthofen. Segundo ele, ela demonstrava forte necessidade de permanecer no centro das atenções e reagia mal quando deixava de receber o interesse das pessoas ao seu redor. Campbell afirmou que muitos dos entrevistados relataram um comportamento marcado pelo autocentramento, expressão usada para definir alguém que coloca os próprios interesses acima de tudo e costuma enxergar as outras pessoas como instrumentos para alcançar objetivos pessoais.

Essa característica, segundo o autor, aparecia tanto nos relacionamentos afetivos quanto nas amizades construídas ao longo do cumprimento da pena.

Ullisses Campbell e Suzane Von Richthofen (Fotos: Reproduções / YouTube / Record)
Ullisses Campbell e Suzane Von Richthofen (Fotos: Reproduções / YouTube / Record)

Além dos relatos envolvendo Suzane Von Richthofen, o livro Tremembé: O Presídio dos Famosos reúne histórias de outros presos que passaram pela penitenciária localizada no interior de São Paulo. Campbell explica que a obra não pretende apenas mostrar a rotina dentro do presídio.

O objetivo principal foi contar histórias de pessoas que cometeram crimes de grande repercussão e, ao mesmo tempo, recuperar a memória das vítimas, que muitas vezes acabam esquecidas quando casos de grande impacto ganham espaço na mídia. Durante a entrevista, o jornalista afirmou que procurou mudar o foco tradicional das narrativas de true crime, gênero que costuma concentrar grande parte da atenção nos autores dos crimes.

Ao explicar a proposta da obra, Ullisses Campbellafirmou que decidiu mudar a forma como costuma abordar histórias de crimes reais. Em vez de concentrar toda a narrativa apenas nos criminosos, ele procurou dar mais espaço às vítimas e aos familiares que tiveram suas vidas transformadas pela violência. Segundo o jornalista, muitas produções do gênero true crime acabam despertando grande curiosidade sobre quem cometeu o crime e deixam em segundo plano as pessoas que sofreram diretamente as consequências.

O termo true crime significa, em tradução livre, “crime real” e identifica livros, documentários, séries e reportagens baseados em casos que realmente aconteceram. Campbell afirmou que seu objetivo foi mostrar que, por trás de cada caso famoso, existem famílias que continuam convivendo com a dor muitos anos depois dos acontecimentos.

Durante a entrevista, o autor também explicou que o livro reúne histórias de personagens muito diferentes entre si. Além de Suzane Von Richthofen, a obra apresenta relatos sobre outras pessoas que passaram pelo Complexo Penitenciário de Tremembé, conhecido por receber presos envolvidos em crimes de grande repercussão nacional.

Entre os casos mencionados aparecem mulheres condenadas por homicídios que ganharam espaço nos noticiários e também detentos pouco conhecidos pelo público. Campbell destacou que escolheu contar histórias variadas justamente para mostrar que o presídio abriga pessoas com trajetórias completamente diferentes, mas que carregam em comum a participação em crimes extremamente violentos.

Suzane Von Richthofen (Foto: Reprodução Insyagram)
Suzane Von Richthofen (Foto: Reprodução Instagram)

Segundo o escritor, o foco do livro não ficou restrito ao funcionamento do presídio ou à rotina dos detentos. Ele afirmou que procurou compreender como essas pessoas reconstruíram suas vidas após a condenação, como se relacionavam dentro da prisão e quais impactos seus crimes continuaram causando nas famílias das vítimas.

Para Campbell, esse olhar ajuda o leitor a entender que a repercussão de um crime não termina com a sentença da Justiça. Mesmo muitos anos depois, parentes e pessoas próximas continuam convivendo com perdas, lembranças e consequências que dificilmente desaparecem completamente.

As declarações sobre o antigo relacionamento de Suzane Von Richthofen rapidamente repercutiram nas redes sociais porque trouxeram um detalhe pouco conhecido da vida dela durante o período em que estudava na universidade. No entanto, Campbell deixou claro que o relato sobre o beijo faz parte dos depoimentos reunidos ao longo de sua investigação jornalística e integra o conteúdo apresentado em seu livro.

Assim, a descrição divulgada durante a entrevista representa o testemunho de uma pessoa que afirmou ter vivido essa experiência, e não uma conclusão oficial produzida pela Justiça ou por qualquer investigação policial. Essa distinção é importante para que o leitor compreenda corretamente a origem das informações apresentadas pelo autor.

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