Ex-dançarina de Faustão revela que bailarinas vomitavam no banheiro do Domingão e relata que o local era extremamente fedido
A ex-dançarina Babi Falcão voltou a chamar atenção ao revelar detalhes dos bastidores do Domingão do Faustão. Durante participação no podcast GeralPod, ela afirmou que muitas bailarinas enfrentavam uma cobrança intensa para manter um padrão físico extremamente magro. Segundo o relato, essa pressão afetava diretamente a saúde de parte do elenco.
Babi contou que o ambiente de trabalho incentivava uma busca constante pelo chamado “corpo perfeito”. Como consequência, algumas colegas desenvolviam comportamentos prejudiciais para tentar perder peso rapidamente. As declarações repercutiram nas redes sociais e reacenderam o debate sobre os impactos da pressão estética na televisão brasileira.
A ex-dançarina explicou que entrou no programa em 2005, quando tinha apenas 18 anos. Ela afirmou que chegou cheia de expectativas, mas encontrou uma rotina marcada por cobranças constantes sobre aparência e desempenho. Segundo Babi, as bailarinas precisavam manter um corpo considerado extremamente magro pela produção.
Além disso, enfrentavam ensaios intensos durante meses, comandados por coreógrafos rigorosos. Ela disse que sempre teve um corpo mais curvilíneo e nunca desejou mudar completamente sua forma física. Mesmo assim, sentia diariamente a pressão para se encaixar no padrão exigido pelo programa.

Relato expõe rotina preocupante nos bastidores
A ex-dançarina afirmou que o momento mais marcante daquela experiência acontecia após o horário do almoço. Segundo ela, os banheiros dos estúdios apresentavam um forte cheiro de vômito, algo que chamava sua atenção com frequência.
Durante a entrevista, Babi declarou: “Eu chegava nos estúdios com um banheiro limpo e, depois do almoço, aquele banheiro estava fétido de vômito. […] Anorexia, essas coisas, era distúrbio alimentar.” Ela ressaltou que nunca viu quem provocava os vômitos, porque esse comportamento ocorria de maneira escondida.
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Os transtornos alimentares citados pela ex-dançarina representam doenças que alteram a relação da pessoa com a comida e com a própria imagem. Entre os casos mais conhecidos estão a anorexia e a bulimia. Essas condições podem causar sérios problemas físicos e emocionais. Por isso, exigem acompanhamento médico e psicológico.
Babi também afirmou que nunca desenvolveu esse tipo de transtorno. Segundo ela, conseguiu manter uma relação saudável com o próprio corpo durante toda a experiência. Ainda assim, revelou que sofria ao perceber o desespero vivido por algumas colegas.
Cobrança ia além da dança
A ex-dançarina comparou o tratamento recebido pelas bailarinas ao de objetos decorativos. Segundo ela, muitas profissionais eram vistas apenas como parte do cenário, sem que suas individualidades fossem valorizadas.
Ela contou que o foco principal não estava na saúde das integrantes do balé. Pelo contrário, o objetivo era alcançar um padrão físico específico. Dessa forma, muitas jovens acreditavam que precisavam emagrecer cada vez mais para permanecer no elenco.

Além da aparência, a rotina exigia preparação física intensa. As bailarinas passavam meses ensaiando diferentes coreografias antes das apresentações. Ex-integrantes do programa já relataram, em outras entrevistas, que o processo de seleção e treinamento era bastante rigoroso.
Declarações reacendem debate sobre saúde mental
O depoimento da ex-dançarina reforçou uma discussão cada vez mais presente sobre os impactos da pressão estética em ambientes profissionais. Atualmente, especialistas defendem que padrões de beleza inalcançáveis podem favorecer transtornos alimentares, ansiedade e baixa autoestima.
Ao compartilhar sua experiência, Babi afirmou que, naquela época, a preocupação não estava voltada para o bem-estar das bailarinas. Segundo ela, existia uma padronização física rígida, sem um cuidado verdadeiro com a saúde.
As declarações da ex-dançarina rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais. Muitos internautas demonstraram surpresa com os bastidores revelados. Outros lembraram que cobranças semelhantes também marcaram diferentes setores do entretenimento durante os anos 2000. O relato, portanto, ampliou o debate sobre mudanças necessárias para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e respeitosos.
Confira toda a fala da ex-dançarina:
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Autor(a):
Wellington Silva
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