Elize Matsunaga vê passado brutal voltar à tona após morte de ex condenado por tentativa de assassinato com marteladas
A morte de Tiago Cheregatte Neves voltou a colocar um dos casos criminais mais conhecidos do país no centro das discussões nas redes sociais e nos noticiários. Ex-namorado de Elize Matsunaga, Tiago morreu após ser atropelado por diversos veículos em uma rodovia de São Vicente, no litoral de São Paulo. O caso chamou atenção não apenas pela forma trágica como tudo aconteceu, mas também porque novas informações sobre o passado criminal dele vieram à tona logo após a confirmação da morte.
Entre elas, a condenação por tentativa de homicídio contra o próprio avô, em um episódio marcado por agressões com marteladas na cabeça. A revelação reacendeu debates sobre violência familiar, histórico criminal e o relacionamento que Tiago teve com Elize Matsunaga enquanto ambos estavam ligados ao sistema prisional paulista.
O nome de Tiago já era conhecido nacionalmente desde 2021, quando surgiram detalhes sobre o relacionamento dele com Elize Matsunaga. Ela ganhou notoriedade em todo o Brasil após confessar o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, herdeiro da marca Yoki, em um crime ocorrido em 2012. O caso teve enorme repercussão porque Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido dentro do apartamento do casal, em São Paulo.

Anos depois, durante o período em que cumpria pena na Penitenciária de Tremembé, ela conheceu Tiago. O presídio de Tremembé ficou conhecido nacionalmente por abrigar presos envolvidos em crimes de grande repercussão e acabou apelidado popularmente de “presídio dos famosos”. Foi naquele ambiente que os dois passaram a se relacionar.
Agora, com a morte de Tiago, novos detalhes sobre a trajetória dele passaram a circular publicamente, principalmente a condenação ligada à tentativa de assassinato do avô.
Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, Tiago foi condenado pela Justiça em 2020 após atacar o próprio avô com golpes de martelo durante uma discussão familiar em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, o desentendimento começou depois de críticas feitas pelo idoso ao comportamento do neto.
O Ministério Público, conhecido pela sigla MPSP, atua na fiscalização das leis e também na acusação criminal em diversos processos judiciais. Os promotores responsáveis pelo caso afirmaram que Tiago teria agido de forma planejada.
A acusação apontou que ele carregava uma mochila pronta no momento em que foi abordado pela polícia, o que levantou a suspeita de tentativa de fuga após o crime. A investigação sustentou que as agressões foram direcionadas principalmente à cabeça da vítima, região considerada extremamente sensível e que pode levar à morte em casos de violência intensa. Apesar da gravidade do caso, o avô sobreviveu.

Durante o julgamento, a defesa de Tiago tentou afastar a acusação de tentativa de homicídio. A advogada Fernanda Fachine argumentou que o cliente não teve intenção de matar o avô e afirmou que o episódio ocorreu em meio a um conflito familiar. Segundo a defesa, o caso deveria ser tratado como lesão corporal, e não como tentativa de assassinato.
A advogada também apresentou ao Tribunal do Júri a tese de que Tiago teria agido sob forte emoção depois de ser chamado de “vagabundo” pelo avô durante a discussão. No sistema jurídico brasileiro, existe a possibilidade de redução de pena quando a Justiça entende que o acusado agiu logo após uma provocação considerada injusta. Foi exatamente esse entendimento que apareceu na decisão judicial.
A juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro reconheceu a autoria do crime e manteve a condenação, mas o Conselho de Sentença aceitou parcialmente os argumentos da defesa sobre a forte emoção provocada pela discussão familiar.
Com isso, Tiago recebeu pena de 5 anos, 11 meses e 3 dias de prisão em regime inicial semiaberto. O regime semiaberto permite que o condenado tenha algumas saídas autorizadas para trabalho ou estudo, mas ainda precisa cumprir parte da pena sob controle do sistema prisional.
A morte de Tiago também chamou atenção pela dinâmica do atropelamento. Segundo relatos divulgados pela imprensa, ele foi atingido por vários veículos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em São Vicente. Um dos motoristas contou à polícia que percebeu outro carro desviando bruscamente na pista antes do impacto. Ele afirmou que tentou frear, mas não conseguiu evitar o atropelamento. O caso foi registrado pelas autoridades como atropelamento com múltiplos impactos.

Além da repercussão envolvendo o passado criminal, a história de Tiago ganhou grande exposição pública por causa da ligação dele com Elize Matsunaga. O relacionamento dos dois virou tema de reportagens, documentários e debates sobre crimes de repercussão nacional. Ao longo dos últimos anos, o caso Matsunaga permaneceu entre os episódios criminais mais comentados do país, principalmente por causa da brutalidade do assassinato do empresário Marcos Matsunaga.
Agora, a morte do ex-companheiro de Elize voltou a movimentar o assunto nas redes sociais. Muitos internautas passaram a comentar não apenas a relação dos dois, mas também o histórico criminal envolvendo Tiago e a tentativa de homicídio contra o avô. O caso rapidamente ganhou espaço entre os assuntos mais comentados da semana.
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