Depilar com lâmina altera a espessura dos pelos ou apenas muda a aparência dos fios? Especialista revela o que a ciência diz sobre o assunto

Quando o assunto é remover os pelos do corpo, poucas práticas geram tantas dúvidas quanto o uso da lâmina. Muita gente cresceu ouvindo que ela engrossa os fios, faz os pelos crescerem mais rápido ou até escurece a pele. Ao mesmo tempo, também existem dúvidas sobre a cera, os cremes depilatórios e a depilação a laser.

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Com tantas informações diferentes circulando nas redes sociais e sendo repetidas por familiares e amigos, fica difícil saber o que realmente tem fundamento. Especialistas explicam que boa parte dessas crenças surgiu há muitos anos e acabou sendo transmitida de geração em geração, mesmo sem comprovação científica.

A verdade é que cada método funciona de uma maneira diferente e apresenta vantagens, limitações e cuidados específicos. Entender como os pelos crescem e como cada técnica age ajuda a fazer escolhas mais conscientes, evita frustrações e ainda reduz o risco de irritações, manchas e pelos encravados. Antes de decidir qual método utilizar para depilar, vale a pena conhecer o que realmente acontece com a pele e com os fios.

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Mulher segurando lâmina (Foto: Reprodução / Freepik)
Mulher segurando lâmina (Foto: Reprodução / Freepik)

Uma das dúvidas mais comuns é se depilar com lâmina faz os pelos engrossarem. Segundo dermatologistas, a resposta é não. O que determina a espessura, a cor e a quantidade de pelos é principalmente a genética e fatores hormonais, e não a forma como eles são removidos. A lâmina apenas corta o fio na superfície da pele, sem atingir o folículo piloso, estrutura localizada abaixo da pele responsável por produzir novos pelos.

Como o fio cortado perde sua ponta fina e natural, ele cresce novamente com a extremidade reta, dando a impressão de estar mais grosso e rígido. Esse efeito é apenas visual. O pelo continua exatamente com a mesma espessura que tinha antes. O mesmo acontece com a sensação de crescimento mais rápido.

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Como a lâmina não arranca o fio pela raiz, ele reaparece na superfície em menos tempo, criando a impressão de que cresceu mais depressa, quando, na realidade, seu ritmo de crescimento permanece igual. Especialistas reforçam que nenhuma pesquisa científica demonstrou que a lâmina altera a estrutura do pelo ou acelera seu crescimento.

Outro mito bastante conhecido afirma que a cera escurece a pele. A resposta não é tão simples quanto um “sim” ou “não”. A cera, por si só, não aumenta a produção de melanina, que é o pigmento natural responsável pela cor da pele, dos cabelos e dos olhos.

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Entretanto, em algumas pessoas, principalmente aquelas com pele sensível ou predisposição a manchas, o calor da cera e a irritação provocada pela retirada dos fios podem desencadear um processo chamado hiperpigmentação pós-inflamatória. Esse nome parece complicado, mas significa apenas o aparecimento de manchas após uma inflamação da pele.

Por isso, quem costuma apresentar manchas com facilidade deve conversar com um dermatologista antes de escolher o melhor método de remoção dos pelos.

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Saiba como se depilar sem sofrimento (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN/Lennita)
Saiba como se depilar sem sofrimento (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN/Lennita)

Também existe quem acredite que usar lâmina faz os pelos ficarem mais escuros. Esse também é um mito. O que acontece é semelhante ao efeito do engrossamento aparente. Como a base do fio costuma ser naturalmente mais grossa do que a ponta, ela reflete mais luz e transmite a sensação de que o pelo está mais escuro quando começa a crescer novamente.

Na prática, a cor do fio continua exatamente a mesma. Nem a lâmina nem qualquer outro método de corte altera a pigmentação natural dos pelos.

A escolha do melhor método para depilar depende de vários fatores, incluindo o tipo de pele, a sensibilidade, a rotina da pessoa, o orçamento disponível e o resultado esperado. A lâmina continua sendo uma das opções mais populares justamente porque oferece rapidez, baixo custo e praticidade. Em poucos minutos, é possível remover os pelos sem precisar de equipamentos especiais.

Por outro lado, como o fio não é retirado pela raiz, o resultado costuma durar poucos dias. Além disso, algumas pessoas apresentam irritação, coceira ou pelos encravados após o uso, principalmente quando utilizam lâminas antigas ou não hidratam a pele adequadamente.

Pele irritada após depilar e pele hidratada (Fotos: Reproduções / Freepik)
Pele irritada após depilar e pele hidratada (Fotos: Reproduções / Freepik)

Já a depilação com cera remove os fios desde a raiz. Isso faz com que o resultado dure mais tempo, normalmente entre três e quatro semanas, dependendo do ritmo de crescimento dos pelos. Com o uso contínuo, muitas pessoas percebem que os fios passam a nascer mais finos e espaçados. Isso acontece porque a retirada repetida da raiz pode enfraquecer alguns folículos pilosos ao longo do tempo.

Apesar dessa vantagem, a técnica costuma provocar mais dor e exige alguns cuidados extras para evitar irritações e queimaduras, principalmente quando se utiliza cera muito quente.

Os cremes depilatórios representam outra alternativa bastante conhecida. Eles funcionam por meio de substâncias químicas capazes de dissolver parte da estrutura do pelo próximo à superfície da pele. O procedimento costuma ser indolor, mas exige atenção. Algumas pessoas podem desenvolver alergias ou irritações aos componentes presentes na fórmula.

Por esse motivo, dermatologistas recomendam realizar um teste em uma pequena área da pele antes de utilizar o produto em regiões maiores. Além disso, é importante seguir exatamente o tempo indicado pelo fabricante para evitar queimaduras químicas.