Guia prático: Como aposentar no INSS ganhando mais de R$4 mil

15/05/2026 às 09:45 · Tempo de leitura: 7 minutos

Agência do INSS (Foto: Reprodução / Globo)

Saiba mais detalhes sobre as alíquotas do INSS para se aposentar

Conquistar uma aposentaria acima dos R$ 4 mil pelo INSS exige planejamento e contribuições regulares ao longo da vida profissional.

Em 2026, as aposentadorias variam entre R$ 1.621 e R$ 8.475,55, dependendo do histórico de contribuições e salários de cada trabalhador.

Para receber cerca de R$ 4.864,00 por mês, equivalente a três salários mínimos em 2026, é necessário contribuir sobre uma faixa salarial semelhante durante boa parte da carreira.

Como funciona a contribuição do INSS?

Segundo informações do portal Meu Tudo, o INSS utiliza uma tabela progressiva de contribuições.

Isso significa que as alíquotas variam conforme o salário do trabalhador:

  • Até R$ 1.621: alíquota 6,7%
  • De R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84: alíquota 9%
  • De R$ 2.902,85 até R$ 4.354,27: alíquota 12%
  • De R$ 4.354,28 até R$ 8.745,55: alíquota 14%

Como o objetivo é receber acima dos R$ 4 mil, o trabalhador se encaixa na faixa mais alta da tabela, de 14%.

Quanto é preciso contribuir?

O cálculo leva em consideração o valor desejado da aposentadoria e a faixa salarial sobre a qual o segundo contribuiu, segundo o portal Meu Tudo.

  • Exemplo: 14% x R$ 4.863,00 = R$ 680,82 por mês

Ou seja, para buscar uma aposentadoria nesse patamar, o trabalhador precisa contribuir mensalmente com aproximadamente R$ 680,82 ao INSS, considerando uma renda constante nessa faixa salarial ao longo da carreira.

É importante ressaltar que o valor final da aposentadoria também depende de fatores como tempo de contribuição, média salarial e regras da previdência vigentes. O cálculo é apenas uma estimativa.

Notas de real, logo INSS e idosa (Foto: Montagem TV Foco / GMN / Internet)

Aposentadoria pelas regras de transição do INSS em 2026

As regras de transição foram criadas após a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, para quem já contribuía antes das mudanças entrarem em vigor. Em 2026, algumas exigências ficaram mais rígidas.

Idade mínima progressiva

Nessa modalidade, o tempo de contribuição continua igual, mas a idade mínima aumenta gradualmente a cada ano.

  • Mulheres: 59 anos e 6 meses + 30 anos de contribuição
  • Homens: 64 anos e 6 meses + 35 anos de contribuição

A idade mínima sobe seis meses por ano.

Regra dos pontos

Nesta regra, o INSS soma a idade do trabalhador ao tempo de contribuição.

  • Mulheres: 93 pontos + mínimo de 30 anos de contribuição
  • Homens: 103 pontos + mínimo de 35 anos de contribuição

A pontuação exigida aumenta um ponto por ano.

Ilustração idosa segurando notas de real e logo do INSS (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Regras que continuam sem mudanças

Algumas modalidades criadas após a Reforma da Previdência permanecem iguais.

Pedágio de 50%

  • Voltado para quem estava a até dois anos da aposentadoria em 2019
  • Exige cumprir o tempo restante mais 50% adicional
  • Não possui idade mínima

Pedágio de 100%

  • Exige cumprir o dobro do tempo que faltava em 2019
  • Idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens
  • Em muitos casos, garante um valor de benefício mais vantajoso

Regra geral da aposentadoria

Para quem começou a contribuir depois da Reforma da Previdência, vale a regra definitiva da idade mínima:

  • Mulheres: 62 anos de idade + 15 anos de contribuição
  • Homens: 65 anos de idade + 20 anos de contribuição
INSS e idosa (Foto: Montagem TV Foco / GMN / Canva)

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