Só 15 pessoas no velório: Atriz de Toma Lá, Dá Cá morreu após recusar tratamento contra câncer

Relembre nome de "Toma Lá, Dá Cá que se foi e até hoje deixa um rastro de saudade (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Globo)
Sucesso em “Toma Lá, Dá Cá“, a estrela que viveu uma das personagens mais intensas e icônicas teve uma despedida silenciosa que chocou o país
O universo do entretenimento brasileiro guarda histórias de glória e superação, mas também de despedidas silenciosas que contrastam com o brilho dos holofotes. Um dos episódios mais marcantes da televisão envolve uma figura que brilhou em Toma Lá, Dá Cá, série humorística da Globo.
Trata-se da atriz Norma Bengell, uma das maiores divas da dramaturgia nacional. Infelizmente, ela morreu após se recusar a fazer um tratamento contra câncer.
Mas, a sua partida, ocorrida em outubro de 2013, revelou um isolamento inesperado para quem, durante décadas, foi o rosto do cinema de vanguarda e o riso garantido nas noites de terça-feira como a inesquecível Deise Coturno.
O sucesso de Toma, Lá, Dá Cá
Exibida entre 2007 e 2009, a série criada por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa tornou-se um fenômeno de audiência.
No elenco estrelado por nomes como Adriana Esteves e Marisa Orth, Norma Bengell deu vida a Deise Coturno.
A personagem conquistou o público com sua paixão platônica por Bozena (Alessandra Maestrini) e suas tentativas cômicas de conquistar a “polaca“.
O papel marcou o retorno triunfal de Norma à cultura popular, apresentando sua versatilidade para uma nova geração que desconhecia sua importância histórica no Cinema Novo.
Uma luta silenciosa
Mas a vida pessoal de Norma Bengell nos anos que antecederam sua morte foi marcada por desafios severos.
Após o fim do programa em 2009, a atriz enfrentou sérios problemas financeiros decorrentes da produção de seus filmes, além de complicações de saúde que a limitaram a uma cadeira de rodas devido a quedas em sua residência.
De acordo com o portal Wiki, em 2013, o diagnóstico de câncer no pulmão direito impôs uma decisão difícil.
Conforme citamos acima, aos 78 anos e vivendo de forma reclusa em seu apartamento em Copacabana, Norma optou por recusar o tratamento convencional contra a doença.
Segundo relatos da época, ela preferiu manter sua autonomia até o fim, evitando procedimentos invasivos em um quadro já fragilizado por problemas respiratórios crônicos.
Um velório solitário
A morte de Norma Bengell ocorreu em 9 de outubro de 2013, no Hospital Rio-Laranjeiras.
Mas o que mais surpreendeu foi a baixa adesão à sua última despedida.
Embora ela tenha sido uma das mulheres mais famosas do Brasil, protagonizando o primeiro nu frontal do cinema nacional em Os Cafajestes e O Pagador de Promessas, o seu velório no Cemitério São João Batista contou com a presença de apenas 15 pessoas.
Entre os presentes estavam familiares próximos, como seu primo Egiberto Guimarães Costa, e poucos colegas de profissão.
Norma não teve filhos e era viúva do ator italiano Gabriele Tinti, vivendo sob os cuidados de uma acompanhante.
O que mais Norma Bengell fazia além de atuar?
Para entender por que a história de Norma é tão relevante em 2026, é preciso olhar além de Toma Lá, Dá Cá. Ela foi:
- Cineasta e produtora: Dirigiu obras importantes como Eternamente Pagu.
- Musa da Bossa Nova: Gravou discos e cantou ao lado de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
- Militante política: Sofreu perseguições e prisões durante a ditadura militar, sendo posteriormente reconhecida como anistiada política.
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