Buser é obrigado a suspender serviço popular em SP por ordem da justiça

Buser suspende serviço popular em São Paulo após a Justiça determinar a interrupção das operações e mudar a rotina de milhares de passageiros

29/07/2026 23:00

3 min

Ônibus Buser (Foto: Reprodução / Internet)
Ônibus Buser (Foto: Reprodução / Internet)
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A Justiça de São Paulo voltou a impor uma restrição importante contra a Buser na ligação entre São Paulo e São José dos Campos. A decisão determina que a plataforma interrompa a intermediação das viagens consideradas irregulares até o julgamento do recurso apresentado pela empresa. A medida atende a um pedido feito pela viação Pássaro Marron e reforça o entendimento de que o modelo de fretamento não pode substituir o transporte intermunicipal regular sem autorização do poder público. Com isso, a Buser enfrenta mais um capítulo da disputa judicial envolvendo seu modelo de operação.

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A decisão foi assinada pela desembargadora Ana Liarte, da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo o processo, a sentença de primeira instância já havia determinado que a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, conhecida como Artesp, intensificasse a fiscalização sobre as atividades da plataforma. A Artesp é o órgão responsável por regular e fiscalizar o transporte intermunicipal no estado. Agora, enquanto o recurso não recebe um julgamento definitivo, a Buser deverá interromper a operação questionada nesse trajeto específico.

Buser faz parte do Grupo Globo . Foto: Reprodução/Internet
Buser faz parte do Grupo Globo . Foto: Reprodução/Internet

Entenda o motivo da nova decisão

O principal ponto discutido pela Justiça envolve o chamado transporte por fretamento. Nesse modelo, um grupo previamente formado contrata um veículo para realizar uma viagem. A legislação paulista determina que esse serviço funcione em circuito fechado, sem venda individual de passagens ao público.

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Segundo a decisão, a Buser oferece viagens que permitem a adesão individual de passageiros até completar um número mínimo de interessados. Para a magistrada, essa prática aproxima o serviço do transporte regular de passageiros. Esse tipo de operação exige autorização específica do poder público, diferente do fretamento tradicional. Por isso, a Justiça considerou necessária a suspensão provisória da atividade na linha entre São Paulo e São José dos Campos.

Recurso segue em andamento

A ação ainda não chegou ao fim. A Buser apresentou recurso contra a sentença de primeira instância. Pela legislação, esse recurso possui efeito suspensivo automático. Isso significa que a decisão original não produz efeitos imediatos enquanto o Tribunal analisa a apelação.

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Ônibus Buser (Foto: Reprodução / Internet)
Ônibus Buser (Foto: Reprodução / Internet)

Mesmo assim, a empresa autora da ação pediu uma tutela provisória. Esse mecanismo permite ao Judiciário adotar uma medida urgente antes do julgamento final quando identifica risco de dano. A desembargadora entendeu que existiam elementos suficientes para conceder essa proteção temporária e determinou a interrupção das operações questionadas até a análise definitiva do recurso.

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O que muda para os passageiros

Na prática, a decisão afeta apenas a linha entre São Paulo e São José dos Campos discutida no processo. Ela não representa uma proibição geral das atividades da Buser em todo o estado ou no restante do país.

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Os usuários que utilizam esse trajeto podem precisar buscar outras opções de transporte enquanto a disputa permanece em andamento. Além disso, o resultado do julgamento poderá confirmar ou modificar a medida provisória adotada pela Justiça.

A discussão entre empresas de transporte regular e plataformas como a Buser acontece há vários anos. De um lado, operadores tradicionais defendem o cumprimento das regras de concessão pública. Por outro lado, a plataforma afirma que seu modelo amplia a concorrência e oferece preços mais acessíveis aos passageiros. Agora, caberá ao Tribunal decidir qual entendimento prevalecerá após o julgamento do recurso.

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Wellington Silva é redator com experiência em produção de conteúdo digital voltado para celebridades, reality shows e entretenimento. Atua na cobertura de famosos, televisão, música e futebol, sempre com foco em organizar informações, analisar diferentes fontes e entregar conteúdos claros e atualizados para um grande volume de leitores. Atualmente, integra o time do site TV Foco, onde também participa da distribuição estratégica das matérias em plataformas digitais. Com formação técnica em Redes de Computadores pela EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa e atualmente cursando Ciência da Computação na FIAP, Wellington combina conhecimento em tecnologia com prática em análise e organização de dados. Desenvolve habilidades em lógica de programação, Python e estruturação de informações, aplicando esse olhar analítico no tratamento de conteúdos e identificação de padrões no ambiente digital. Seu trabalho se destaca pela atenção aos detalhes, agilidade e capacidade de lidar com múltiplas demandas, sempre buscando qualidade na informação e boa experiência para o público. Contato: @ueellitu