“Feminino”, atriz trans da Globo expõe rotina de preconceitos e denuncia assédio de machistas
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Gabriela Loran falou sobre os preconceitos que enfrenta como atriz trans
Gabriela Loran é atriz e tem brilhado nos últimos meses em algumas produções da Globo, entre elas “Malhação” e “Arcanjo Renegado”. No auge da carreira, a artista batalhou bastante para chegar onde está e durante entrevista para a revista “Quem”, expôs a rotina de preconceitos que sofreu quando era mais nova e denunciou o assédio que começou a sofrer a partir da transição.
“O Gabriel sofreu discriminação só racial. Nunca sofri assédio quando era Gabriel, mas sempre fui muito, muito feminino, e as pessoas odeiam tudo que está associado ao feminino, então diria que ali eu era colocada em um lugar de diminuição. A partir do Gabis, eu não era [na percepção alheia] nem ele, nem ela, mas um gênero fluido no qual que eu já habitava as roupas femininas. Ali o assédio começa. E, como Gabriela”, disse a atriz.
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A artista que hoje é embaixadora e luta contra o assédio, frisou que isso não pode ser taxado como algo normal: “A gente não pode mais entender o assédio como parte da nossa vida. Não é normal eu passar na rua e alguém me chamar de gostosa. Nunca foi normal”.
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Questionada sobre como sua família a tratou durante a transição, Gabriela Loran contou que no inicio não foi fácil: “Minha família, obviamente, teve os preconceitos dela por conta da ignorância e da falta de acesso à informação. Assim como foi para mim, também. Fui aprendendo e ensinando a eles. E eles foram aprendendo comigo e nunca me questionaram”, concluiu a atriz.
Gabriela Loran (Foto: Reprodução/Instagram)