Morta aos 68 anos, atriz da Globo lidou com ausência de famosos no velório

Maria Zilda, Elizângela e Miguel Magno em cena da novela "A Lua Me Disse"(Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Globo)
O triste fim de grande atriz da Globo e o motivo real do sumiço dos famosos no momento de despedida
A Globo, emissora que consolidou trajetórias de décadas de inúmeros nomes do meio artístico, principalmente de atores, testemunhou, em novembro de 2023, o capítulo final de uma atriz inesquecível.
Trata-se de Elizângela, que, embora tenha marcado gerações com seu talento e versatilidade por cerca de cinco décadas, viveu um isolamento simbólico em sua despedida, trazendo à tona um debate necessário sobre a volatilidade das relações no mundo da fama e o peso do julgamento público em um ambiente cada vez mais polarizado.

Um nome de peso
De acordo com o portal G1, Elizângela do Amaral Vergueiro não foi apenas uma atriz de papéis secundários; ela foi um verdadeiro pilar da história da teledramaturgia nacional.
Iniciando sua carreira aos tenros 7 anos de idade na extinta TV Excelsior, ela cresceu diante dos olhos do telespectador, consolidando-se como um dos rostos mais familiares e versáteis da televisão brasileira.
Sua capacidade de transitar entre o drama e a comédia com naturalidade fez dela uma peça fundamental no tabuleiro de diversas emissoras ao longo de meio século.
Em 1966, fez sua estreia na Globo atuando no programa infantil Capitão Furacão, como assistente de Pietro Mario.

Em 1971, deu vida à personagem Dalva no sucesso “O Cafona”, marcando sua entrada definitiva no gênero das novelas.
Em 1985, brilhou no papel de Marilda em Roque Santeiro, uma criação especial do autor Dias Gomes que ficou gravada na memória nacional.
Já em 2008, em “A Favorita”, interpretou Cilene, a cafetina que se tornou peça-chave da trama central de João Emanuel Carneiro.
Mais recentemente, em 2017, emocionou o país como Aurora, a sofrida e emblemática mãe da protagonista Bibi Perigosa (Juliana Paes), em A Força do Querer.
Por fim, o último trabalho da atriz Elizângela foi no longa-metragem póstumo “Oficina do Diabo”, lançado em 2024, no qual interpretou a personagem Maria.
Já na televisão, sua última participação em novelas foi em “A Dona do Pedaço”, exibida pela Globo em 2019.
Como foi a despedida de Elizângela?
Conforme mencionamos, o seu falecimento ocorreu no dia 3 de novembro de 2023, aos 68 anos, após uma parada cardiorrespiratória em Guapimirim, no Rio de Janeiro.
Porém, a ausência expressiva de figuras públicas e colegas de elenco no velório da atriz, realizado em 4 de novembro de 2023, chamou profundamente a atenção do público.
Esse distanciamento foi atribuído à sua militância política declarada nos últimos anos de vida.
Elizângela tornou-se uma figura polarizadora ao expressar opiniões contundentes e críticas severas à vacinação contra a Covid-19.
Em um ambiente em que o pertencimento político muitas vezes dita a validade das relações sociais, suas posições, consideradas radicais por grande parte da classe artística, funcionaram como um elemento de afastamento.
A atriz já havia sido internada anteriormente, em 2022, e, mesmo diante de sequelas graves da doença, ela manteve seu posicionamento insistente contra a obrigatoriedade da vacina.
Esse cenário gerou amplo repúdio no meio artístico.
Ao cruzar a linha entre a esfera artística e o ativismo político de oposição aos consensos da categoria, ela sofreu um ostracismo simbólico antes mesmo de sua morte.
É importante notar, contudo, que o silêncio da classe não foi absoluto. Gestos pontuais, como a coroa de flores enviada pela Globo, indicaram uma tentativa institucional de separar a “cidadã-ativista” da “artista-mestra” que dedicou décadas à televisão.
Para a filha da atriz, Marcelle, o apoio veio de amigos próximos e de uma legião de fãs anônimos que, independentemente da ideologia, reconheceram seu legado.
Mas, para saber mais sobre outros astros e famosos, clique aqui*.
Tópicos nesse artigo: