Ana Luiza Guimarães comunica morte de artista no JN: "Nosso mestre"

Ana Luiza Guimarães anuncia morte no JN (Fotos: Reprodução / Globo / Canva / Montagem TV Foco)
Coube a Ana Luiza Guimarães confirmar lamentável notícia de morte na Globo
Ana Luiza Guimarães é uma das jornalistas mais prestigiadas da Globo, é uma das substitutas de Renata Vasconcellos no Jornal Nacional.
Desse modo, na edição da última quarta-feira (22/07) no maior noticiário da TV aberta, coube a Ana Luiza Guimarães dar mais detalhes da morte do grande artista.
ANA LUIZA GUIMARÃES COMUNICA MORTE DE ARTISTA?
“Luiz Carlos Barreto, Fotógrafo, roteirista e produtor, que marcou gerações do cinema brasileiro, faleceu aos 98 anos”, iniciou a jornalista.
“Barretão participou de mais de 70 obras e esteve no Cinema Novo, ajudando a impulsionar a retomada do cinema nacional nos anos 1990”, destacou Ana Luiza Guimarães.
A morte de Barretão gerou homenagens de vários artistas e profissionais que atuaram com ele ao longo de décadas.
Ao falar sobre a morte do artista no Jornal Nacional, coube a Ana Luiza Guimarães anunciar uma reportagem especial de homenagens ao veterano.
O cineasta Andrucha Waddington o definiu como um dos nomes essenciais da história do audiovisual brasileiro.
“Nosso mestre, nosso professor, um cara que inventou e reinventou o cinema brasileiro. Um dos maiores produtores, fotógrafos, realizadores de todos os tempos”, disse Waddington em declaração ao Jornal Nacional.
GANHOU HOMENAGEM NO JORNAL NACIONAL?
Chamado carinhosamente de Barretão, ele construiu uma carreira que atravessou fases do cinema nacional. Antes de se dedicar ao audiovisual, trabalhou como fotógrafo de revistas e jornais.
As primeiras produções vieram ainda durante o Cinema Novo, movimento que revolucionou a linguagem cinematográfica no país ao retratar as desigualdades e os problemas do Brasil.
Na direção de fotografia, assinou trabalhos memoráveis como Vidas Secas, de 1963. Em entrevista ao programa Conversa com Bial, Carlos Barreto recordou o convite para fotografar o filme.
“E eu falei: vocês estão malucos, eu não sei fotografar, só com a minha fotografia de repórter. Você vai fazer uma fotografia que ainda não foi feita, eu quero mostrar a intensidade da luz, a luz como personagem que destrói a paisagem, a plantação e incomoda o homem”, disse ele.
Como produtor, foi um dos pioneiros a defender um modelo de cinema feito em financiamento, distribuição e conquista de público.

BARRETÃO DEIXOU LEGADO?
Para o produtor cineasta Bruno Wainer, esse foi um dos principais legados deixados por Barretão. Ele fez questão de destacar a importância do artista para o cinema nacional.
“Eu considero que o maior legado do Barreto é a sua luta na tentativa de consolidar o cinema brasileiro como uma indústria. Ele entendeu mais do que ninguém que o cinema e o audiovisual é arte e indústria, que gera muitas receitas, que gera milhares de empregos, e essa riqueza tem que permanecer no Brasil. E a conquista do público é a coisa mais importante que a gente precisa fazer”, disse Wainer em entrevista ao Jornal Nacional.
Barreto fundou a Difilm, contando com nomes do Cinema Novo. Depois, ao lado da esposa, Lucy Barreto, fundou a L.C. Barreto Produções.
A companheira do veterano costumava definir a parceria dos dois como uma combinação entre fantasia e rigor.
“A gente costumava dizer que é o casamento do som com a imagem porque eu sou musicista e o Luiz Carlos é imagem, então tá completo: cinema. Ele traz pra mim a fantasia e eu trago um pouco de rigor”, declarou a viúva.

MUITO QUERIDO PELA CLASSE ARTÍSTICA
Barretão deixou esposa e três filhos, Fábio, Bruno e Paula, que passaram a ocupar papel central na produção cinematográfica brasileira.
A atriz Betty Faria relembrou a dedicação de Barreto ao cinema nacional, fazendo questão de deixar registrado o legado do artista.
“Ele ia batalhar, ele que queria ver o cinema, ele queria ver a gente bem, ele queria que o cinema desse certo. Tudo que tá acontecendo no cinema brasileiro agora, o Luiz Carlos, ele gramou aquilo. Tudo isso ele gramou. Era uma paixão, era uma luta, era um foco, assim, vamos lá e vamos lá sempre, sabe? Uma maravilha”, declarou a atriz.
A atriz Sonia Braga, estrela de Dona Flor e Seus Dois Maridos, também prestou homenagem ao produtor durante a reportagem do Jornal Nacional, assim como Matheus Nachtergaele, Othon Bastos e Carla Camurati.
No final da reportagem, Ana Luiza Guimarães destacou que o presidente Lula se manifestou pelas redes sociais e decretou luto oficial de três dias.
“Presente em diferentes momentos e áreas da produção audiovisual, Luiz Carlos Barreto ficou conhecido como o carinhoso “chefão” do cinema brasileiro”, finalizou Ana Luiza Guimarães no Jornal Nacional.

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