Muito além do Argan: Conheça outros óleos que combatem o frizz, reconstroem o fio e evitam o efeito pesado

O óleo de argan, que por anos reinou absoluto como o padrão de ouro da indústria cosmética capilar, abriu caminho para uma nova geração de óleos naturais que prometem um tratamento tão intenso quanto, além de uma hidratação profunda e luminosidade máxima para os fios.

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Graças à evolução do mercado de beleza, o “ouro marroquino” hoje é um ponto de partida para que grandes marcas de cosméticos apostassem em óleos extraídos de diferentes sementes, frutos e plantas ao redor do mundo.

Ilustração 3 óleos naturais que combatem a queda capilar e estimulam os fios
Óleos ajudam a manter os cabelos brilhantes, nutridos e hidratados (Foto: Reprodução/Freepik)

Essas alternativas botânicas não apenas replicam o brilho e a maciez do pioneiro, mas entregam nutrientes específicos para cada tipo de textura e necessidade capilar, combatendo o frizz, retendo a umidade e reconstruindo a fibra danificada de forma personalizada.

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O legado do argan

De acordo com o portal Agora São Paulo, a consolidação do óleo de argan no início dos anos 2010 redefiniu a categoria de finalizadores e tratamentos capilares.

Contudo, a busca do consumidor por formulações mais leves, sustentáveis e com desempenho direcionado impulsionou a pesquisa de novos ativos biológicos.

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Segundo químicos e especialistas do setor de engenharia cosmética, a quebra de barreira técnica permitiu a extração de óleos altamente estáveis que penetram no córtex ou selam as cutículas de forma mais eficiente, dependendo do diâmetro e da porosidade do fio.

Guia dos novos óleos:

Para garantir a máxima utilidade do conteúdo, veja abaixo as principais matérias-primas que estão dividindo as prateleiras com o argan e o que cada uma entrega na prática:

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  • Óleo de coco: Rico em ácido láurico, possui alta afinidade com a proteína do cabelo. É um dos poucos capazes de penetrar profundamente no eixo do fio, reduzindo a perda proteica tanto em cabelos danificados quanto nos saudáveis. É o padrão ideal para umectação;
  • Óleo de macadâmia: Altamente concentrado em ácidos graxos e ômega 7 e 9. Por ser muito semelhante ao sebo natural produzido pelo couro cabeludo, apresenta absorção rápida sem pesar. É excelente para disciplinar o frizz e devolver a elasticidade a cabelos cacheados e crespos;
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Macadâmia (Foto: Reprodução / Freepik)
  • Óleo de Ojon (batana oil): Conhecido pelo tratamento extremo de fios quimicamente tratados. Rico em lipídeos essenciais, ele atua diretamente na recuperação das células capilares que sofreram agressões por colorações, descolorações ou alisamentos;
  • Óleo de abacate: Fonte concentrada de vitaminas A, B, D e E, além de aminoácidos. É indicado para fios extremamente ressecados, agindo como um poderoso agente de nutrição que devolve a maleabilidade e previne a quebra das pontas.
Óleo de abacate (Foto: iStock)
Óleo de abacate (Foto: iStock)

Como escolher o óleo ideal para o meu tipo de cabelo?

Entenda de forma rápida o principal ativo de cada composto, o tipo de cabelo indicado e o benefício principal:

  • Argan: Rico em vitamina E e ácidos graxos. Indicado para todos os tipos de fios (especialmente os opacos). Entrega brilho espelhado e selamento imediato das cutículas;
  • Coco: Composto por ácido láurico. Indicado para fios ressecados e porosos. Promove hidratação profunda e retenção duradoura de umidade;
  • Macadâmia: Concentrado em ômega 7 e ácido palmitoleico. Indicado para cabelos cacheados, crespos e com frizz. Garante elasticidade, controle de volume e maciez extrema;
  • Ojon: Rico em lipídeos e aminoácidos. Indicado para fios quimicamente tratados e severamente danificados. Oferece reconstrução interna da fibra e proteção térmica;
  • Abacate: Fonte de vitaminas A, D, E e potássio. Indicado para cabelos extremamente secos e quebradiços. Age na nutrição intensa e cria uma blindagem antiquebra.

MAS ATENÇÃO!

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O sucesso do tratamento depende diretamente da forma de aplicação e da pureza do composto escolhido.

A indústria adverte que o uso indiscriminado de óleos vegetais puros ou o excesso de produtos com silicone pesado na composição pode gerar o efeito inverso ao desejado.

No planejamento de cuidados domésticos, os óleos vegetais desempenham a função de nutrição (ou lipo-reposição).

Eles criam uma barreira lipídica hidrofóbica ao redor do fio que impede a água obtida na etapa de hidratação de evaporar.

Portanto, o uso correto deve intercalar máscaras hidratantes (reposição de água), nutritivas (reposição de óleos) e reconstrutoras (reposição de massa proteica/queratina) para evitar o efeito de saturação, que deixa o cabelo pesado, sem movimento e com aspecto opaco.

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