Mais de R$2B: 5 famosos que decidiram não deixar herança aos filhos

Cantor + 4 famosos decidem não deixar fortuna para os filhos; Veja lista com os nomes e como funciona a lei de herança no Brasil.

02/08/2026 07:15

5 min

Famosos não irão deixar nada para os filhos (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/GMN)
Famosos não irão deixar nada para os filhos (Foto Reprodução/Mon...
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Vão ficar sem nada? Cantor + 4 famosos cortaram os filhos do testamento; Situação abre debates sobre leis de herança

A herança e o planejamento sucessório viraram pauta de debates após uma revelação impactante feita pelo cantor Sting, de 74 anos.

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Em entrevista ao programa New Sunday Morning, da CBS americana, no dia 3 de maio, ele confirmou que não deixará sua fortuna aos seis filhos.

O patrimônio do ex-vocalista da banda The Police é avaliado pelo jornal The Guardian em US$ 550 milhões,o que equivale a mais de R$ 2 bilhões (cerca de R$ 2,7 bilhões).

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O veterano justificou que o dinheiro já possui outras finalidades em seu testamento.

Ele defende firmemente que seus herdeiros precisam construir as próprias trajetórias e que “têm que trabalhar”.

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Porém, além dele, mais quatro astros internacionais também decidiram seguir exatamente o mesmo caminho.

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Inclusive, muitos preferem doar seus patrimônios multibilionários a causas sociais do que contribuir para aumentar os números de herdeiros.

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Não terão herança!

  • Mick Jagger: O icônico líder dos Rolling Stones, de 82 anos, revelou ao The Wall Street Journal que prefere destinar os lucros de sua carreira para a caridade do que repassá-los integralmente aos seus oito herdeiros, entre eles, Lucas Jagger, fruto da relação com Luciana Gimenez. “As crianças não precisam de US$ 500 milhões para viver bem”;
Mick Jagger
Mick Jagger (Foto Reprodução/YouTube)
  • Jeff Goldblum: O astro do filme Jurassic Park, de 73 anos, contou ao podcast Table for Two que não pretende sustentar os filhos na vida adulta. Pai de dois meninos, de 9 e 12 anos, ele afirmou que os herdeiros terão que “remar o próprio barco”;
Jeff Goldblum
Jeff Goldblum (Foto Reprodução/Instagram)
  • Jackie Chan: O renomado mestre das artes marciais, de 72 anos, detalhou em sua autobiografia que seus filhos e sua esposa não receberão sua fortuna. Ele explicou que o filho já ganha o suficiente para se sustentar e que sua esposa é totalmente independente financeiramente;
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Jackie Chan (Foto: Reprodução / Instagram)
  • Daniel Craig: O eterno James Bond da saga 007, de 58 anos, declarou à revista Candis que sua filosofia de vida é se livrar de todo o dinheiro ou doá-lo antes de morrer. Para ele, os filhos devem construir o próprio sustento.
Daniel Craig em 007 (Foto Reprodução/YouTube)
Daniel Craig em 007 (Foto Reprodução/YouTube)

Como funciona a lei de herança no Brasil?

Essa discussão internacional ilumina diretamente a realidade jurídica brasileira.

No país, o planejamento sucessório ganha cada vez mais relevância para evitar brigas familiares na Justiça e o desgaste de inventários complexos.

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Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil (CNB), somente na cidade do Rio de Janeiro foram registrados 23.007 testamentos nos últimos cinco anos, impulsionados pela busca de conscientização após a pandemia.

A lei brasileira possui regras muito claras sobre como o dinheiro deve ser dividido:

1. A sucessão quando não há testamento: Quando uma pessoa falece sem deixar o documento, a partilha dos bens segue rigidamente a sucessão legítima do Código Civil. A ordem de prioridade começa pelos descendentes (filhos), ascendentes (pais), cônjuge ou companheiro e parentes colaterais até o quarto grau. Se não houver nenhum herdeiro legal, os bens virão a ser patrimônio público;

2. A regra dos 50% no Brasil: O testamento permite definir o destino dos bens após a morte, mas o ordenamento brasileiro protege a família. Existe a figura dos herdeiros necessários. Metade de todo o patrimônio do cidadão (a chamada legítima) pertence obrigatoriamente aos filhos, pais ou cônjuge. A outra metade restante é a única que pode ser livremente doada para terceiros ou instituições de caridade;

Inclusive, de acordo com o G1, a falta desse documento costuma gerar severos conflitos judiciais de grande repercussão.

Um exemplo emblemático foi o espólio do médico Miguel Abdalla Netto, que faleceu sem deixar filhos ou cônjuge, tendo sua sobrinha Suzane von Richthofen nomeada inventariante de um patrimônio estimado em R$ 5 milhões.

O ato de registrar o destino dos bens pode ser realizado atualmente de duas formas principais no Brasil:

  • Presencialmente em Cartório de Notas: O testador apresenta seu documento de identidade, relata todos os seus bens e indica os beneficiários perante o tabelião. É obrigatória a presença de duas testemunhas que não tenham parentesco com os envolvidos;
  • De forma 100% on-line: Realizado por meio de videoconferência na plataforma e-Notariado. Exige apenas um certificado digital notarizado. O ato é gravado em vídeo com fé pública, assinado digitalmente e garante total sigilo do conteúdo enquanto o testador estiver vivo.

Vale destacar que o planejamento sucessório no Brasil ganhou pressa extra por conta das novas regras tributárias que mudam a cobrança do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

Em suma, com a aplicação da alíquota progressiva em vários estados brasileiros, quanto maior o patrimônio deixado, maior será a porcentagem de imposto cobrada dos herdeiros na hora do inventário.

Isso faz com que a doação em vida ou a criação de holdings familiares se tornem as saídas mais baratas para proteger fortunas hoje em dia.

Mas, para saber mais informações sobre famosos, clique aqui*

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Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.