Modelos populares de marcas tradicionais combinam baixo custo de aquisição com isenção total do IPVA; Veja como
Conforme já frisamos em nossas matérias, o IPVA é um dos impostos que mais pesam no bolso dos motoristas brasileiros. No entanto, é possível conseguir se livrar do pagamento ao escolher determinados modelos de carros.
Isso porque alguns veículos usados já atingiram a idade de isenção fiscal.
Além disso, de acordo com a Mobiauto, é possível adquirir um desses carros por até R$ 20 mil, o que também garante uma mobilidade com baixo custo.
Ainda de acordo com o portal, existem 3 opções que se encaixam nisso, além de uma manutenção barata, apesar do tempo de existência, e com itens essenciais de conforto.

Top 3
Os veículos que integram esta seleção completa se destacam pela economia, cujos valores de mercado, baseados na tabela FIPE, comprovam a viabilidade da compra, e são eles:
- Volkswagen Fox City MI: Abrindo a lista, este modelo conta com motor 1.0 aspirado flex e câmbio manual de 5 marchas. Entre seus itens de série destacam-se o ar-condicionado com ajuste de intensidade, o controle elétrico dos vidros dianteiros e traseiros e o controle elétrico do retrovisor. A tabela FIPE aponta o valor de R$ 18.408 para este veículo;

- Peugeot Passion: O segundo colocado da lista vem equipado com motor 1.0 aspirado e câmbio manual de 5 marchas, oferecendo também o conforto do ar-condicionado com ajuste de intensidade. A cotação média deste modelo na tabela FIPE sai por R$ 17.537;
- Ford Fiesta Personalité: Fechando a seleção, o terceiro e último modelo destaca-se por ter o preço mais acessível de todos os apresentados. Ele conta com motor 1.0 aspirado a gasolina, câmbio manual de 5 marchas e o indispensável ar-condicionado como item de série. A tabela FIPE registra o valor de R$ 15.897, consolidando esta opção como a mais econômica para quem deseja gastar pouco.

O que avaliar antes de comprar um carro antigo?
Apesar das vantagens financeiras evidentes, adquirir um veículo mais antigo exige atenção redobrada aos custos de manutenção preventiva e à documentação.
Especialistas em mercado automotivo reforçam recomendações fundamentais para evitar surpresas financeiras indesejadas.
- A primeira delas é realizar uma checagem rigorosa de débitos anteriores. Embora o IPVA esteja dispensado pela antiguidade de fabricação, é obrigatório verificar se existem multas em aberto, restrições judiciais ou licenciamentos atrasados junto aos órgãos de trânsito competentes;
- O segundo ponto é a avaliação mecânica completa antes de fechar o negócio. Como se tratam de veículos de entrada com anos de uso, a inspeção detalhada de itens como suspensão, correias, sistema de arrefecimento e estado geral dos pneus é indispensável para garantir a segurança no trânsito e evitar gastos imprevistos na oficina logo após a efetivação da compra;
- O terceiro ponto é consultar a tabela oficial de atualização de valores venais de veículos, alíquotas estaduais vigentes e regras completas sobre isenções de IPVA de acordo com o ano de fabricação. Para isso, os interessados devem acessar o portal de serviços do Detran de seu respectivo Estado;
- Por fim, também é recomendável utilizar plataformas especializadas de cotação de mercado, a exemplo da ferramenta oficial da Tabela FIPE, assegurando total transparência, confiabilidade e segurança jurídica na negociação do próximo veículo.
Por que o IPVA é cobrado?
O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é cobrado para arrecadar recursos para os cofres públicos.
Por ser um imposto, não tem uma finalidade específica. A arrecadação é repartida entre estados e municípios para custear serviços essenciais como saúde, educação e segurança.
Para compreender o funcionamento do imposto, destacam-se os seguintes pontos:
- Natureza da cobrança: Ao contrário do que muitos pensam, o IPVA não é uma taxa destinada à manutenção de rodovias ou asfaltamento. Ele incide puramente sobre a propriedade de um veículo automotor;
- Cálculo: O valor é definido pelos Estados. Ele resulta da multiplicação do valor de mercado do veículo (valor venal segundo a Tabela Fipe) pela alíquota específica do Estado. Em São Paulo, por exemplo, a alíquota padrão para carros de passeio é de 4%;
- Destino da arrecadação: Os recursos são divididos da seguinte forma: 50% ficam para o município onde o veículo está emplacado e 50% vão para o Estado. Apenas a parte do Estado tem obrigatoriedade constitucional de destinar pelo menos 20% para a manutenção e desenvolvimento da educação (Fundeb);
- Obrigatoriedade: O não pagamento do IPVA bloqueia o licenciamento anual do veículo. Circular com o licenciamento irregular é infração gravíssima, sujeita a multa e apreensão do veículo.
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